Patrulha Guardiã Maria da Penha completa dois anos em Salvador
A Patrulha Guardiã Maria da Penha completou, nesta quarta-feira (17), dois anos de atuação com uma cerimônia realizada na Casa da Mulher Brasileira, em Salvador. Idealizada pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), a iniciativa consolidou-se como um importante instrumento de proteção, acompanhamento e acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, Ireuda explica que a patrulha foi criada para fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, por meio do monitoramento e acompanhamento de vítimas amparadas por medidas protetivas, contribuindo para ampliar a segurança e a efetividade das decisões judiciais.
Durante a celebração, a parlamentar ressaltou a importância da iniciativa e os resultados alcançados ao longo desses dois anos. “Quando idealizamos a Patrulha Guardiã Maria da Penha, pensamos em uma política pública capaz de proteger mulheres que vivem sob ameaça e medo. Hoje, dois anos depois, vemos que esse projeto se transformou em uma ferramenta concreta de acolhimento, proteção e preservação de vidas”, disse.
Ireuda também destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige a atuação integrada do poder público e da sociedade.
“Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. A Patrulha representa o compromisso de Salvador com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres. Precisamos continuar ampliando políticas públicas que garantam proteção e autonomia para as vítimas”, destacou a parlamentar.
Dados reforçam necessidade de ampliar a proteção
Apesar dos avanços, a vereadora avalia que o enfrentamento à violência contra a mulher ainda representa um grande desafio. Ela cita dados do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, segundo os quais mais de 555 mil medidas protetivas de urgência foram concedidas no Brasil em 2024, enquanto mais de 101 mil foram descumpridas pelos agressores. O levantamento também registra uma média de quatro vítimas de feminicídio por dia no país durante o período analisado.
Outro estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, evidenciando a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção e acolhimento às vítimas.
Nesse contexto, Ireuda destaca a importância da Patrulha Guardiã Maria da Penha. Segundo a vereadora, levantamento do Ministério da Justiça indica que a atuação das guardas municipais no acompanhamento de medidas protetivas cresceu 130% entre 2020 e 2024, demonstrando o papel estratégico dessas corporações na proteção das mulheres.
“Iniciativas como a Patrulha Guardiã Maria da Penha ganham ainda mais relevância. Levantamento do Ministério da Justiça aponta que a atuação das guardas municipais no acompanhamento de medidas protetivas cresceu 130% no Brasil entre 2020 e 2024, demonstrando o papel estratégico desses órgãos na proteção das mulheres”, pontua.
Câmara Municipal de Salvador
Foto: Visão Cidade



