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Brasil vence Haiti por 3×0 e assume liderança do grupo

Já está liberado sonhar com o Hexa de novo? Depois de decepcionar na estreia, a Seleção confirmou o favoritismo diante do Haiti e venceu por 3×0 na noite desta sexta-feira (19), no Lincoln Field Stadium, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C. Com uma atuação empolgante no primeiro tempo e um ritmo mais sonolento na etapa final, o Brasil fez o suficiente para conquistar a vitória sem maiores dificuldades.

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Explorando principalmente os espaços nas costas da defesa haitiana, a Seleção construiu o placar ainda na primeira etapa, com dois gols de Matheus Cunha e outro de Vini Jr. Já no segundo tempo, a equipe reduziu a intensidade, passou a administrar a vantagem e pouco sofreu defensivamente.

Com o resultado, o Brasil chegou aos quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos, que venceu a Escócia por 1×0 na outra partida da rodada. No entanto, a Seleção assumiu a liderança do Grupo C graças ao saldo de gols.

Agora, a equipe canarinho volta a campo justamente contra os escoceses, na próxima quarta-feira (24), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami, precisando vencer e construir um bom saldo para garantir a liderança da chave.

O JOGO
O jogo na Filadélfia começou brigado, com divididas para todos os lados e a Seleção demonstrando certo nervosismo na troca de passes. Enquanto isso, os haitianos não se intimidavam com as cinco estrelas no peito da equipe brasileira e tentavam jogar de igual para igual, com muita coragem.

Mas não demorou para a disparidade técnica começar a pesar a favor do Brasil. Aos 11 minutos, Raphinha recebeu um grande lançamento de Bruno Guimarães e estufou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento. Pouco depois, o camisa 11, novamente em posição irregular, saiu cara a cara com o goleiro, tentou uma cavadinha e mandou para fora.

Com o gol ficando cada vez mais maduro, o Brasil finalmente abriu o placar aos 22 minutos. Vini Jr fez jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu forte. O goleiro Placide deu rebote, o zagueiro Delcroix tentou afastar, mas chutou a bola em cima de Cunha, que desviou para o fundo das redes.

Mesmo sem criar muitas chances claras, o Brasil seguiu controlando a partida e procurando explorar os espaços nas costas da defesa haitiana, que, de forma corajosa e quase camicase, não permanecia retraída e tentava adiantar a marcação.

E foi justamente assim que a Seleção ampliou aos 35 minutos. Após Paquetá recuperar a bola no meio-campo e acionar Vini, o camisa 7 fez um passe em diagonal para Matheus Cunha, que atacou o espaço, saiu cara a cara com o goleiro e bateu de canhota no ângulo.

Seguindo a mesma estratégia de explorar a profundidade, a equipe de Ancelotti chegou ao terceiro gol nos acréscimos da primeira etapa. Paquetá fez um lançamento primoroso para Vini, que apareceu nas costas da defesa haitiana. A partir daí, ficou fácil para o camisa 7: sozinho diante do goleiro, apenas tocou para as redes na saída de Placide.

Na segunda etapa, a Seleção brasileira diminuiu o ritmo e passou a ceder mais a posse de bola ao Haiti. Com muita personalidade, os haitianos avançaram sem receio e chegaram até a levar perigo, quase diminuindo o placar. Após cobrança de escanteio de Bellegarde, Adé se antecipou a Marquinhos, cabeceou firme e obrigou Alisson a fazer grande defesa.

Mas, depois de um início de segundo tempo mais desatento, com as entradas de nomes como Martinelli e Endrick, que entraram querendo mostrar serviço, o Brasil voltou a controlar mais as ações e passou a chegar com maior frequência ao ataque.

Aos 22 minutos, em um lance já interrompido por impedimento, Vini Jr ajeitou de calcanhar para Martinelli, que acertou uma bonita finalização no travessão. Pouco depois, Rayan encontrou um passe em profundidade para Endrick, que saiu cara a cara com o goleiro e finalizou entre as pernas do adversário para balançar as redes, comemorar e, logo em seguida, lamentar a anulação do gol por posição irregular.

Na reta final da partida, pouca coisa aconteceu. Os haitianos seguiram lutando bravamente, mas esbarraram nas próprias limitações técnicas, facilitando o trabalho da defesa brasileira, que pouco sofreu.

Do outro lado, o Brasil encontrou espaços para contra-atacar e ainda criou algumas boas oportunidades para ampliar nos minutos finais, mas pecou na pontaria. Ainda assim, fez o suficiente para garantir os três pontos sem passar sufoco e celebrar diante da multidão brasileira presente no Lincoln Financial Stadium.

Correio

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