Política

Transporte público é discutido em sessão na Câmara

Esforços também são direcionados à aprovação de emendas ao Plano Municipal de Segurança Pública

Diante da campanha salarial dos rodoviários, o transporte público foi um dos temas centrais da 23ª Sessão Ordinária da Câmara de Salvador, realizada nesta terça-feira (5). Durante o debate, o presidente da Comissão de Transportes, Trânsito e Serviços Públicos Municipais, vereador Hélio Ferreira (PCdoB), destacou, em discurso, a importância da união da população com a categoria para evitar um colapso no sistema.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) corroborou a declaração do correligionário e criticou outros setores da gestão, como limpeza urbana, saúde e educação. “Portanto, temos que cobrar por mudanças em meio a índices e investimentos que decaem cada vez mais, como o de 7% em Educação Básica”, afirmou.

O líder do governo, vereador Kiki Bispo (União), em contraponto, questionou o destino dos recursos do Governo do Estado da Bahia diante de pedidos de empréstimos à Assembleia Legislativa. “E o sistema de saúde estadual atrasa até mesmo os salários dos médicos”, declarou.

Emendas

A vereadora Marta Rodrigues (PT), por sua vez, revelou que os vereadores passaram a manhã desta terça-feira envidando esforços para a aprovação de emendas ao Projeto de Lei nº 554/2025, que institui o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS) de Salvador, que deve ser votado pela Casa nesta quarta-feira (6). Segundo ela, uma reunião conjunta de comissões foi realizada e um novo encontro está previsto para a manhã desta quarta-feira, antes da apreciação do projeto.

Abuso de menores

Ao destacar que o Brasil registra mais de 83 mil casos de estupro, sendo que mais de 70% das vítimas têm menos de 14 anos e que muitos casos ocorrem dentro das próprias residências, o vereador Kênio Rezende (PRD) afirmou que “denunciar não é escolha, mas dever de todos”. Ele observou que expor a violência é difícil, mas silenciar pode custar vidas. “Proteger nossas crianças e adolescentes não é apenas obrigação legal”, concluiu, ao parabenizar o trabalho dos conselheiros tutelares.

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