Praia de São Tomé de Paripe degradação total

Incompreensível, inaceitável e sem precedentes. Nada justifica a situação vivida atualmente na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, na Bahia. A população acompanha, com preocupação, a descoberta de resíduos e conteúdos que vêm prejudicando a areia e o mar da localidade. O problema ganhou grande repercussão no início deste ano, principalmente no mês de fevereiro. No entanto, de março até agora, já próximo do mês de junho, o cenário apenas se agravou, trazendo consequências negativas para toda a comunidade.
Os prejuízos atingem diretamente donos de barracas, marisqueiras, marisqueiros, pescadores e toda a cadeia produtiva que depende da praia para sobreviver. Uma placa informando a interdição da praia evidencia a gravidade da situação. Enquanto isso, famílias que tiravam dali o sustento enfrentam sérias dificuldades financeiras.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ainda não apresentou respostas claras nem soluções plausíveis para o problema. As empresas envolvidas acabam transferindo responsabilidades entre si, enquanto a destruição da praia de São Tomé de Paripe continua gerando revolta e preocupação entre moradores e trabalhadores da região.
Diversos proprietários de barracas, bares, restaurantes, ambulantes e pousadas denunciam o descaso, a falta de atenção dos órgãos competentes e, principalmente, a ausência de posicionamento concreto das empresas suspeitas de causar toda essa degradação, ligadas às operações portuárias da região.
Hoje, praticamente não existem mais ambulantes atuando na praia. Muitos barraqueiros fecharam seus estabelecimentos. Outros ainda abrem simbolicamente, mantendo guarda-sóis fechados, mesas e cadeiras viradas, diante da ausência de clientes. Restaurantes estão vazios ou deixaram de funcionar. Pousadas, que antes recebiam turistas para finais de semana e longas estadias, também estão encerrando suas atividades devido à queda no movimento provocada pela degradação ambiental.
A população, por sua vez, está com medo. Muitos evitam tomar banho de mar ou até mesmo caminhar pela areia, devido à insegurança e à falta de informações sobre quais produtos realmente causaram a contaminação. Até o momento, segundo relatos de moradores e comerciantes, não existe uma definição concreta sobre os materiais encontrados na praia. O Inema e a empresa responsável pelo porto seguem sem apresentar esclarecimentos convincentes.
Segundo informações repassadas à redação do site Visão Cidade por donos de bares, pousadas, ambulantes e barraqueiras, promessas feitas pelo Governo do Estado ainda não foram cumpridas. A Prefeitura de Salvador iniciou um trabalho de cadastramento das pessoas afetadas, por meio da Sempre, para prestar assistência aos trabalhadores prejudicados. Porém, uma solução concreta por parte do Inema e do Governo do Estado para resolver definitivamente o problema da praia de São Tomé de Paripe ainda não foi apresentada.
Diante de toda essa situação, moradores e trabalhadores seguem apelando por uma solução urgente. Segundo eles, da forma como está, não é mais possível continuar.
Visão Cidade



