Bahia sob pressão: Números expõem desgaste do PT e violência vira “plebiscito” contra Jerônimo

A pesquisa divulgada por O Estado de S. Paulo explicita um quadro político que o PT na Bahia tenta contornar, mas ainda não conseguiu reverter: ACM Neto aparece com 44%, contra 35% do governador Jerônimo Rodrigues (fonte: O Estado de S. Paulo). Não é uma fotografia “isolada” — ela se encaixa num sentimento de desgaste que cresce quando a população olha para o básico: segurança e serviços públicos. E, hoje, é justamente aí que o governo petista encontra seu ponto mais vulnerável.
Na segurança pública, os indicadores recentes reforçam a percepção de descontrole. A Bahia não apenas figura com números elevados, como vem aparecendo como um dos estados com maior volume de mortes violentas do país. Segundo dados do Monitor da Violência (g1), o estado registrou 6.616 mortes violentas em 2023, 6.451 em 2022 e 6.032 em 2021 (fonte: g1 — Monitor da Violência). Patamares assim, por si, colocam qualquer governo contra a parede. O problema político para Jerônimo é que o PT governa o estado há muitos anos e, portanto, já não pode atribuir o quadro apenas a “heranças” ou fatores externos. Mudanças de comando, anúncios de reestruturação e apelos por apoio federal até podem compor a narrativa institucional, mas, para quem vive a rotina da insegurança, isso soa como gestão reativa, não como solução.
Esse contraste ajuda a explicar por que ACM Neto consegue crescer: ele não precisa provar um “milagre”; basta apontar a falha persistente. A eleição vai se desenhando como um plebiscito sobre a capacidade do PT de entregar ordem pública e sensação de proteção — e, até aqui, os números colocam o governo na defensiva.
Por:Jorge Andrade


