Creasi alerta para os cuidados com a pele das pessoas idosas no verão

Com a chegada do verão, os cuidados com a pele devem ser intensificados, especialmente quando se trata da população idosa. Neste ano, o verão na Bahia está mais quente que o normal e as temperaturas podem superar 35ºC, ficando acima da média histórica do estado, de acordo com o prognóstico climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Atrelado a isso, os índices para câncer de pele vêm crescendo aceleradamente, atingindo principalmente as pessoas idosas, devido à exposição prolongada e repetida no sol ao longo da vida.
Com o objetivo de reforçar a importância do autocuidado e do acompanhamento médico para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI) realiza anualmente a campanha de conscientização que começa no Dezembro Laranja e segue até o final do verão. A equipe técnica desenvolve ações educativas para pacientes, familiares, cuidadores e acompanhantes com a finalidade de explicar os riscos da alta exposição solar no período de maior temperatura do ano e quais os cuidados necessários, sobretudo com o público idoso.
De acordo com um estudo global, publicado no ano passado, no periódico médico internacional JAMA Dermatology – The Latest in the Science of Skin Disorders, que analisou a incidência de câncer de pele em idosos entre o período de 1990 e 2021, foi constatado um aumento de até 61,3% em tipos mais comuns da doença. O envelhecimento da população, o agravamento da crise climática em todo o globo e a baixa prevenção, explicam esses dados. Essas descobertas destacam a necessidade urgente de estratégias de prevenção direcionadas para enfrentar o câncer de pele na população idosa, como um desafio para a saúde pública.
No Brasil, o câncer de pele do tipo não melanoma já representa a maioria dos casos de tumores malignos (30%) e, na Bahia, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que sejam confirmados 10,5 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano e 250 casos de tipo melanoma, que é mais perigoso e agressivo, com maior potencial de mortalidade. Ambos têm alta chance de cura desde que sejam detectados precocemente e podem ser tratados integralmente através do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos números indicarem que a maior incidência é em pessoas brancas, do sexo masculino, a prevenção e o cuidado deve ser para todos.
Sintomas e prevenção
Qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, mas o risco maior é para aquelas com pele muito clara; mais de 40 anos; histórico familiar da patologia; doenças cutâneas prévias e trabalho sob exposição direta ao sol. Esse tipo de câncer ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas, como rosto, pescoço e orelhas, e seus sintomas são manchas que coçam, descamam ou sangram; sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor e feridas que não cicatrizam em até 4 semanas.
A principal recomendação para a prevenção é evitar a exposição ao sol, sobretudo nos horários de pico dos raios solares, entre 10h e 16h, assim como utilizar diariamente o filtro com fator de proteção solar (FPS) a partir de 30, com proteção contra radiação UVA e UVB. Outras recomendações incluem o uso de óculos de sol com proteção UV; roupas; bonés ou chapéus cobrindo o corpo, além de sombrinhas.
SESAB


