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Agatangelo se reinventa e conquista Salvador como o “Roberto Carlos da Shopee”

Agatangelo é um exemplo de superação, criatividade e compromisso social. Morador do Subúrbio Ferroviário de Salvador, na localidade de Piripiri, ele construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela reinvenção constante e pelo trabalho comunitário. Hoje, além de líder social e profissional da beleza, Agatangelo chama atenção do público com um novo personagem: o “Roberto Carlos da Shopee”, que já conquista admiradores em diversos pontos da capital baiana.

Chegando a Salvador ainda criança, aos seis anos de idade, Agatangelo cresceu no Subúrbio Ferroviário e, desde cedo, aprendeu o ofício de barbeiro. Com dedicação e talento, criou seu próprio salão de beleza, onde desenvolveu sua arte com maestria, formando e influenciando diversos profissionais que hoje atuam dentro e fora do Subúrbio.

Paralelamente à profissão, Agatangelo sempre esteve envolvido em ações sociais. Na Praça da Revolução, teve papel fundamental no apoio aos vendedores ambulantes, contribuindo com orientações, organização e participando da criação de uma associação junto a outros trabalhadores. Um trabalho coletivo que fortaleceu o comércio informal e ajudou muitas famílias da comunidade.

Agora, mais uma vez, Agatangelo se reinventa. Com apresentações musicais e performances carismáticas, ele se autodenomina o “Roberto Carlos da Shopee”, levando alegria, nostalgia e entretenimento para diferentes regiões de Salvador.

A seguir, confira a entrevista concedida ao Visão Cidade.

Entrevista – Agatangelo, o clone de Roberto Carlos

Visão Cidade
Agatangelo, seu nome remete ao Subúrbio Ferroviário, a Salvador, à Bahia e ao Brasil. Fale um pouco sobre seus projetos sociais.

Agatangelo
Cheguei a Salvador com cerca de seis anos de idade. Aos 15, comecei a trabalhar em um salão de beleza, onde ganhei minha primeira máquina de cortar cabelo, doada por um comerciante, em troca de divulgação da loja. A partir daí, criei o projeto social Agatangelo Mendonça, com o objetivo de tirar jovens do caminho das drogas. Esse projeto já existe há cerca de oito anos no Subúrbio Ferroviário, especialmente na Praça da Revolução.

Visão Cidade
Seu trabalho social também envolve os menos favorecidos e os ambulantes da Praça da Revolução. Você conseguiu avançar nesse desafio?

Agatangelo
Aos pouquinhos. A gente vai alinhando, organizando. Hoje temos uma associação formada pelos próprios ambulantes da praça, que ajuda a ordenar e organizar o comércio informal. É uma luta diária, mas necessária.

Visão Cidade
Agatangelo, você se reinventa?

Agatangelo
Sim, se reinventar é fundamental. Comecei como barbeiro e, a cada dia, busco inovar. Cada momento traz um novo desafio. Conto muito com o apoio das pessoas e também cuido da saúde, fazendo exercícios para manter a forma e a energia.

Visão Cidade
Fale sobre o personagem que você interpreta hoje: o Roberto Carlos do Subúrbio, do shopping, de Salvador, da Bahia e do Brasil.

Agatangelo
Na verdade, eu já cantava músicas do Roberto Carlos, e as pessoas começaram a me chamar de “Roberto”. Um dia, um amigo chamado Jorge Santana, ligado a Carlinhos Maia, sugeriu: “Vamos criar um personagem”. Fomos para a Paraíba fazer um show e produzir conteúdos, e deu muito certo. Nunca vi um personagem ser tão querido, principalmente pelas crianças. Vivi isso na Avenida Sete e também em inaugurações no Subúrbio, como em Alto da Terezinha. Quando senti esse carinho do público, percebi que o personagem tinha chegado para ficar.

Visão Cidade
Você estará presente no show de Roberto Carlos no dia 26?

Agatangelo
Com certeza. Estou tentando realizar esse sonho, que é assistir ao show e, quem sabe, tirar uma foto com o rei Roberto Carlos.

Texto/Imagem: Otaciano Santos

Visão Cidade

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