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A política precisa ser feita com responsabilidade

A política é uma dimensão que ultrapassa a simples compreensão humana. Ela possui um magnetismo próprio, capaz de transformar realidades, influenciar decisões e mudar o rumo de qualquer sociedade. Sempre existiu e sempre existirá, pois é imprescindível em todos os segmentos da vida pública. No entanto, apesar de muitos falarem sobre políticas públicas, poucos de fato as praticam.

O excesso de disputas entre Legislativo e Executivo, muitas vezes distantes dos reais interesses da sociedade, revela ao eleitor a complexidade do ambiente político-partidário. Para alguns, a política é fascinante; para outros, precisa urgentemente de transformação — especialmente a política partidária no Brasil.

O Brasil é um país de dimensões continentais, com 26 estados, um Distrito Federal, centenas de deputados federais, dezenas de senadores e governadores, milhares de prefeitos e vereadores e milhões de eleitores. No entanto, grande parte desses eleitores vive à margem do sistema, alimentando a esperança de dias melhores no seu município, no seu estado e no seu país. Eles acreditam que aqueles que elegeram realmente os representam. Mas, na prática, muitos desses representantes acabam defendendo apenas os seus próprios interesses.

A política partidária precisa, mais do que nunca, de um novo rumo. As decisões tomadas diariamente pelos representantes políticos são imprevisíveis. Os conflitos internos e externos entre Legislativo e Executivo são constantes, e o que hoje parece uma inimizade irreconciliável, amanhã se transforma em alianças inesperadas. Como diz dona Maria: “No fim, eles se unem. Quem é desunido é o povo.”

Por isso, nós, eleitores, precisamos nos unir. Devemos compreender que os políticos são apenas nossos representantes e que o poder real está em nossas mãos, através do voto. Temos o direito e o dever de escolher, de mudar ou de continuar, mas sempre com consciência.

Ainda segundo dona Maria, é preciso desenvolver um verdadeiro conceito de escolha — livre de influências partidárias, amizades, favores ou pressões. A população precisa recuperar sua identidade eleitoral e assumir sua responsabilidade na escolha de seus representantes.

Somente assim poderemos, no futuro, afirmar com orgulho que soubemos escolher aqueles que nos representam, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. Afinal, nós, eleitores, somos a força motriz, o verdadeiro divisor de águas desta nação.

Por: Otaciano Santos

Visão Cidade

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