O significado do cajado

Para as ovelhas, a vara e o cajado são símbolos de ajuda. Por quê?
Para o salmista (Salmo 23), a vara e o cajado eram símbolos de consolo. Por quê?
A vara era um pedaço de pau grosso e curto, frequentemente com uma saliência na ponta.
Às vezes, era arremessado com extrema precisão para afugentar um predador. Outras vezes, era lançada na direção de um cordeiro teimoso, na tentativa de impedi-lo de se afastar do rebanho ou para não se aproximar de uma planta venenosa.
A vara era uma extensão da autoridade do pastor.
Era como um prolongamento do seu braço estendido.
A autoridade do pastor e sua habilidade em guiar o rebanho com a vara eram fonte de conforto.
A vara também era usada pelo pastor quando ele se punha à noite no portão do redil para contar cada ovelha e fazer-lhe rápido exame em busca de quaisquer ferimentos sofridos durante o dia.
Esse era um costume antigo chamado “passar debaixo da vara” mencionado em Ezequiel 20:37.
Não era incomum que, ao ser parada no portão, o pastor corresse a mão pelo corpo da ovelha, procurando sentir espinhos ou parasitas escondidos. Parece que essa era a ocasião natural para ungir a ovelha e tratar convenientemente das feridas.
É necessário que o “pastor” esteja atento aos problemas das suas ovelhas e identifique no rebanho as que estão feridas e assim possa ir de encontro a elas e curá-las, pois na maioria das vezes essas ovelhas feridas já não tem mais força para voltar ao convívio do rebanho.
Não se pode mais esperar que todas as ovelhas voltem ao redil (Igreja) para saciar a sua fome , porque muitas delas estão se perdendo pelas pastagens aparentemente mais verdejantes que o mundo lhes oferecem.
Já o cajado tinha uma função e aparência muito diferentes.
Era muito mais comprida e tinha a extremidade superior arqueada.
O pastor usava o cajado de diversas maneiras para dar segurança às ovelhas: sacudia o mato alto à frente do rebanho a fim de assustar alguma serpente; cutucava uma ovelha para fazê-la voltar ao caminho e livrá-la do perigo; puxava a ovelha tímida para mais perto de si.
Durante a época em que as ovelhas davam cria, o cajado era usado para erguer os cordeirinhos sobre as próprias pernas e colocá-las ao lado da mãe.
Isso evitava que o cheiro das mãos do pastor no recém-nascido, causasse um possível rejeição pela mãe.
Alguns precisam ser cutucados com suavidade, outros necessitam de constante afirmação e reafirmação.
O tímido precisa ser atraído em direção ao pastor e ser lembrado do seu valor, e o recém-nascido na fé deve ser erguido e ajudado a ficar em pé sozinho.
O cajado era cuidadosamente trabalhado pelo pastor. Cada um trazia algum traço da personalidade do pastor, o que tornava cada cajado um instrumento único.
Isso nos ensina que os pastores podem diferir entre si no modo como exercem suas funções pastorais nas igrejas que servem. O que dá certo para um pode não ser aceitável para outro.
As necessidades das pessoas (ovelhas) sob seus cuidados variam amplamente. À medida que ele demonstra sua preocupação e competência, o rebanho se sente fortalecido.
A Palavra e os dons do Espírito Santo muitas vezes são uma vara e um cajado nas mãos do pastor ungido.
Seu constante contato com a Palavra e sua vida de oração fortalecem-no para o trabalho de apascentar o rebanho.
Ele entende o poder da Palavra e do Espírito Santo.
As lições e o exemplo ensinados pelos antigos pastores de ovelhas devem sempre nos fazer refletir sobre a forma, a essência e os objetivos de nosso trabalho como pastor das ovelhas de Jesus Cristo.
Sempre haverão ovelhas para pastorear, sempre existirão os remanescentes, sempre haverá o retorno daqueles que saíram e com as vidas destruídas e constrangidos precisarão de um ‘homem de Deus” que os ensine novamente os rudimentos da fé para que não errem novamente.
Estes “homens e mulheres de Deus” são incansáveis, sabem da importância de seu trabalho e são lapidados através do sofrimento que muitos lhes impõem sob a permissão de Deus.
- Alegrai-vos no Senhor, outra vez vos digo: Alegrai-vos.
O Bom Pastor nos observa e nos julgará naquele dia.
Isaías, 61
“1.O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade
Bispo Cleonicio Filho


