Excesso de eventos na Barra preocupa vereadores em sessão da Câmara

Os impactos causados pelo excesso de eventos no bairro da Barra foram destaque na 76ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada na tarde desta quarta-feira (12). O vereador Maurício Trindade (PP) afirmou, em discurso, que “a Barra está morrendo” e que é necessária uma operação urgente para rediscutir e buscar soluções para o atual cenário.
“Afinal, os impactos negativos do grande número de festas e eventos na Barra têm gerado aumento da violência, prostituição infantil, elevação do índice de roubos, flanelinhas que cobram abusivamente, pessoas em situação de rua se abrigando em portas de prédios, fechamento do acesso ao bairro para moradores, entre outros problemas. Isso deixa clara a necessidade de delimitar o número de festas, transferindo parte delas para outros locais da cidade”, frisou Maurício Trindade.
Corroborando, a líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), afirmou que os moradores não podem pagar um preço tão alto, “que já atinge, inclusive, o comércio da região e o mercado imobiliário”, reforçou.
A parlamentar chamou atenção ainda para a previsão de entrega do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) à Casa, que, segundo ela, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, deverá ocorrer apenas em 2027.
Outros vereadores também destacaram sanções recentes de leis municipais pelo Executivo. O vereador Randerson Leal (Podemos) citou a sensibilidade do prefeito Bruno Reis ao sancionar a Lei nº 9.883/2025, de sua autoria, que assegura o direito à informação clara e o respeito ao tempo do cidadão, evitando que o público espere longos minutos até o início do filme principal por causa de trailers e propagandas exibidos antes das sessões de cinema.
O vereador Marcelo Guimarães Neto (União) ressaltou a importância da Lei nº 9.884/2025, também sancionada pelo prefeito, que garante aos professores que atuam em mais de uma instituição de ensino o direito de justificar ausência em reuniões pedagógicas, administrativas ou de formação continuada, sem prejuízos financeiros ou funcionais.
Já o vereador Cezar Leite (PL) comemorou a sanção da lei que restringe a circulação de materiais visuais ou informativos, como cartazes, murais, banners, vídeos e folders, que contenham mensagens, imagens ou referências capazes de induzir crianças à mudança de sexo ou identidade de gênero.
Por fim, o vereador Sílvio Humberto (PSB) cobrou que, durante o Carnaval de 2026, a Prefeitura de Salvador e os patrocinadores da festa custeiem o gelo e paguem o direito de imagem dos ambulantes.
Câmara Municipal de Salvador
(Foto: Visão Cidade)


