Ser pastoreado e discipulado de verdade

Mas Deus, que conforta os desanimados, nos encorajou com a chegada de Tito (2Co 7.6).
Paulo escreve que foi consolado com a chegada de um amigo num momento de angústia, tribulação, abatimento e saudade.
É interessante perceber que Paulo — o grande apóstolo que teve um encontro pessoal com Jesus e que nutria relacionamento íntimo com Deus e com o Espírito Santo — revela que é consolado com a chegada de Tito: um semelhante, um amigo de jornada.
Isso não lhe chama a atenção?
Ser pastoreado é uma escolha.
Uma decisão que tomo de caminhar debaixo de conselhos, prestação de contas, orientação, oração e boa comunicação com o Pastor.
Não há vida cristã sem senso comunitário, sem referência de pertencimento a um povo, sem consciência de família bendita do Senhor
É nosso impulso querer algo que é “para mim”, mas Deus nos insere numa dinâmica de “nós”.
Durante a jornada de Jesus na terra, vemos o desafio dos discípulos com essa questão.
Eles querem um “Deus para mim”, querem privilégios, posições especiais, mas Jesus sempre os empurra na direção das relações, do cuidado mútuo, do “dois a dois”, da mesa, da bacia e toalha que lava um pé que não é o seu, mas de alguém.
A maior alegria dos pastores e líderes colocados por Deus é ver uma igreja ordeira, disciplinada, alegre, trabalhadora, não desperdiçando o seu tempo, mas “remindo os dias, por que os tempos são maus”.
Os pastores de verdade ficam profundamente tristes em ver pessoas ignorando o conselho de Deus que eles compartilham.
Bispo Cleonicio Filho


