Por que o Bahia se apequena tanto nos jogos fora de casa?

A torcida do Esporte Clube Bahia vive uma inquietação: afinal, o time hoje pode ser considerado grande ou ainda se comporta como pequeno? A dúvida surge justamente pelo contraste entre o investimento feito e o desempenho apresentado.
Com a chegada do Grupo City, o Bahia recebeu reforços, visibilidade e uma estrutura mais robusta. Foram contratados diversos jogadores, além de um treinador que muitos ainda questionam se é de ponta ou apenas uma promessa em ascensão. No papel, o elenco tem qualidade. Na prática, o comportamento em campo gera frustração.
Desde o início do ano até o último Ba-Vi, uma pergunta ecoa entre os tricolores: por que o Bahia se apequena tanto quando joga fora dos seus domínios? A eliminação na Pré-Libertadores, na Copa Sul-Americana e na Copa do Brasil é um reflexo claro disso — todas aconteceram fora de casa, com atuações abaixo do esperado. Os jogadores têm qualidade, mas não demonstram o mesmo desempenho longe da Arena Fonte Nova. O que acontece na cabeça desses atletas para o rendimento despencar tanto fora de casa? A torcida pergunta, mas não encontra resposta.
No Campeonato Brasileiro, o elenco, teoricamente forte, deveria brigar entre os quatro primeiros. Hoje está em sexto lugar, pressionado por São Paulo e Fluminense. Mais do que a posição na tabela, o que preocupa o torcedor é a falta de padrão tático. O time não tem uma identidade em campo. Parece grande financeiramente, mas pequeno em atitude.
As justificativas são sempre as mesmas: mais de 60 jogos, elenco desgastado, excesso de contusões. Mas aí surge outra dúvida: onde está o departamento de fisiologia e preparação física? Há pouco tempo, o Bahia chegou a ter 13 jogadores lesionados ao mesmo tempo. Atualmente, algumas das principais peças ainda estão fora, o que compromete o padrão de jogo.
O treinador, que também tem suas limitações, olha para o banco e não encontra peças à altura para substituir quem está em campo. O elenco, apesar de caro, é curto. Isso gera insegurança e dúvidas sobre quando o Bahia finalmente se comportará como um clube grande também dentro das quatro linhas.
A permanência do treinador divide opiniões. Parte da torcida não acredita no trabalho, mas o Grupo City parece disposto a mantê-lo. O que muitos esperam é que 2026 seja tratado como um ano de construção de um time realmente competitivo, capaz de disputar títulos nacionais — seja Copa do Brasil ou Brasileirão.
A torcida do Bahia é gigante, acompanha o time em qualquer canto do país e lota estádios. Onde o Bahia joga, há bandeira tricolor erguida. Essa grandeza nas arquibancadas precisa ser correspondida por dirigentes, comissão técnica e elenco. O clube é enorme. Falta apenas que suas atitudes dentro de campo e nos bastidores estejam à altura dessa história.
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