Desembargador José Rotondano fala ao site Visão Cidade sobre homenagem, trajetória e projetos no Judiciário

O desembargador José Edivaldo Rotondano concedeu entrevista exclusiva ao site Visão Cidade, na ocasião em que recebeu a Comenda Dois de Julho, durante cerimônia realizada na Câmara Municipal de Salvador. Na conversa, o magistrado destacou a importância da honraria, sua trajetória na Justiça baiana e seus planos, caso venha a presidir o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Rotondano também falou sobre o fortalecimento da Justiça Restaurativa, área pela qual é um entusiasta.
Reconhecimento e trajetória
“Minha caminhada sempre foi pavimentada na simplicidade, na honradez e na entrega do trabalho às pessoas mais necessitadas, desde o Ministério Público até o Judiciário. Esse momento é extremamente importante para mim, pois representa um reconhecimento vindo de quem representa as pessoas mais vulneráveis e carentes”, afirmou o desembargador.
Rotondano ressaltou que recebe a homenagem como um símbolo coletivo:
“Essa comenda não é só minha. É fruto do trabalho e da dedicação de meus pares, dos colegas desembargadores que me permitem alçar voos e desenvolver ações positivas em prol do nosso povo. Sou do interior e ser homenageado com uma honraria dessa natureza é motivo de grande gratidão e compromisso. Reforça minha vontade de seguir trabalhando por uma Justiça mais célere, que combata a invisibilidade e garanta direitos aos cidadãos.”
Projetos e desafios no Judiciário
Ao ser questionado sobre sua possível candidatura à presidência do Tribunal de Justiça, Rotondano destacou o compromisso com a eficiência e a inovação:
“A celeridade processual é uma das prioridades do meu plano de gestão. Vamos utilizar todos os recursos disponíveis, como a inteligência artificial, as semanas de baixa, as semanas de conciliação e os mutirões, para tornar o Judiciário cada vez mais ágil e acessível. A experiência adquirida no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) me proporcionou uma visão macro do sistema e me dá segurança para implementar ações que fortaleçam nossa atuação.”
Aproximação com a sociedade
Sobre a comunicação entre o Judiciário e a população, o desembargador defendeu a necessidade de maior aproximação:
“O Judiciário é um poder neutro e independente, mas precisamos mostrar à sociedade o impacto do nosso trabalho. Muitas vezes, a população não percebe que há decisões judiciais garantindo internações hospitalares, fornecendo alimentos a crianças, ou permitindo a retificação de nomes e documentos. É fundamental que o cidadão compreenda o quanto o Judiciário está presente e atuante em sua vida cotidiana.”
Justiça Restaurativa e ressocialização
Rotondano também destacou sua defesa da Justiça Restaurativa, especialmente no sistema prisional:
“Sou um entusiasta da Justiça Restaurativa. Acredito que ela é o caminho para transformar a forma como enxergamos o poder Judiciário, aproximando-o das pessoas e promovendo a ressocialização. Temos projetos que visam oferecer oportunidades de educação e trabalho dentro dos presídios, para que os internos possam reconstruir suas vidas e não reincidam em crimes. A Justiça deve ser, acima de tudo, restauradora e humanizadora.”
Visão Cidade


