Desabafo de um Torcedor

Vendo a projeção do meu time no Campeonato Brasileiro de 2025, é impossível não lembrar dos anos anteriores — 2023, 2022 e tantos outros — inclusive dos momentos em que fomos rebaixados para a Série B e, logo depois, para a Série C.
Não há dúvida: tudo isso tira o sono de qualquer torcedor e abala a vibração que temos pelo nosso time. Ainda assim, como torcedor do Bahia, renovo minhas esperanças a cada dia.
Porém, é difícil continuar acreditando quando nos vendem ilusões. O que estamos vivendo hoje é uma ilusão de time grande, que ainda não somos. A própria empresa que comprou o nosso Bahia deixou claro que os resultados viriam a longo prazo. E é exatamente isso que estamos vendo: um processo lento, cheio de promessas e pouca realidade.
O Bahia ainda é um time em transição — de pequeno para médio — e, apesar de algumas boas vitórias sobre grandes clubes, ainda não conseguimos manter uma constância que nos coloque entre os protagonistas do futebol brasileiro. Ganhar dois jogos importantes não significa que “o Bahia voltou”. A verdade é que, fora de casa, o time se encolhe, joga sem a mesma garra e parece se esconder da própria torcida.
E é essa torcida, a maior força do Esporte Clube Bahia, que enche estádios, canta, vibra e acredita, mesmo quando o elenco e a diretoria não correspondem. Fica a pergunta: quem realmente ganha os jogos do Bahia — o elenco ou a torcida?
Para 2026, é urgente que a diretoria repense sua forma de gerir o clube. Se a meta é disputar de igual para igual uma Copa do Brasil, um Campeonato Brasileiro ou até sonhar com a Libertadores, é preciso montar um elenco de alto nível. Faltam oito jogos para o fim do campeonato, e muito dependerá das atitudes do treinador e do comprometimento dos jogadores. Uns acreditam na vaga direta para a Libertadores, outros não. O certo é que só nos resta aguardar — e torcer.
Como torcedor, acredito no Bahia, mas não posso fechar os olhos para a dura realidade. Somos um time mediano, sem reposição à altura e sem planejamento adequado para enfrentar mais de 70 jogos na temporada. Um time que encanta com seu toque de bola, mas se acovarda fora de casa.
De quem é a culpa? Do elenco, do treinador ou da diretoria?
Uma coisa é certa: a culpa não é da torcida.
“Parabéns” à diretoria pelos avanços estruturais, como a construção do novo CT. Mas futebol se mede por resultados — e resultados imediatos. Não adianta relembrar que “há alguns anos lutávamos para não cair”. Isso é discurso de quem se contenta com pouco. O Bahia precisa mirar alto.
Queremos ver o Esporte Clube Bahia campeão de uma competição nacional, brigando na fase de grupos da Libertadores, competindo de igual para igual com qualquer outro gigante do continente.
Porque o Bahia é uma nação.
E essa nação está em todos os cantos do Brasil e do mundo.
Em qualquer estádio, em qualquer competição, sempre haverá uma bandeira tricolor tremulando com orgulho.
Acreditar faz parte do nosso DNA, mas é preciso que quem veste a camisa e quem dirige o clube entenda a grandeza dessa torcida.
Que dias melhores venham.
Que possamos torcer, vibrar e, principalmente, ver o Bahia triunfar.
Visão Cidade


