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Desabafo de um eleitor 

“Sou um eleitor que cumpre com o seu dever e exerce, com responsabilidade, o direito da cidadania. Cada vez que deposito meu voto na urna — seja para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, governador, senador ou presidente da República — estou, na verdade, depositando minha confiança naquele que escolhi para me representar.

Mas, com o tempo, percebo a necessidade de avaliar minhas próprias escolhas. É preciso ter consciência do peso que cada voto carrega, refletir profundamente antes de decidir, para que amanhã eu não me decepcione com os resultados. Digo “decepção” porque é exatamente isso que muitos eleitores sentem ao ver que as promessas de campanha não se transformam em realidade.

O eleitor brasileiro, em seu município, em seu estado e em sua nação, vive diariamente as consequências das falsas promessas. Sabemos que cada poder tem suas atribuições, mas o que se vê, na prática, são atropelos, favorecimentos e a perda do verdadeiro sentido da representação popular. Termos como “toma lá, dá cá” e “ruim com ele, pior sem ele” se tornaram frases corriqueiras, que demonstram o quanto a política se afastou dos princípios que deveriam guiá-la.

O resultado disso é a frustração e a sensação de falta de representatividade.

Sabemos distinguir o papel do Legislativo e do Executivo, e convivemos com os dois lados da moeda. Também sabemos que muitas promessas de campanha não passam de discurso vazio, sem compromisso real com o povo. Por isso, nós, eleitores, precisamos estar mais atentos, buscar nossa identidade eleitoral e fazer uma avaliação consciente e crítica das nossas necessidades como cidadãos.

Aprender a escolher melhor é um desafio, especialmente em um sistema que, muitas vezes, transforma a função de fiscalizar — principalmente no Legislativo — em um jogo de interesses, onde poucos são beneficiados e o povo é deixado de lado.

Estamos às vésperas de mais uma eleição, que definirá representantes nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados, no Senado e na Presidência da República. Será uma eleição difícil, mas a escolha é livre e está em nossas mãos. Cabe a nós, eleitores, pesquisar, analisar e decidir com responsabilidade o que será melhor para o futuro da nossa nação a partir de 2027.

Precisamos observar os fatos, comparar o que foi prometido com o que foi entregue e entender que muitos já iniciaram, de forma antecipada, a corrida eleitoral. O uso da máquina pública e das estruturas administrativas para autopromoção é evidente, e está estampado nas TVs, nos jornais e nas redes sociais, com propagandas disfarçadas de “prestação de contas”.

Que o Tribunal Superior Eleitoral esteja atento a isso, assim como nós, o povo, estamos.

Chegou a hora de resgatar a consciência do voto e construir uma identidade eleitoral firme, guiada por valores e não por promessas. Só assim teremos um norte verdadeiro, um caminho que nos conduza a dias melhores”.

Visão Cidade

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