Toninho Baiano: Uma justa homenagem ao esporte de Vera Cruz

Antônio Dias dos Santos, mais conhecido como Toninho ou Toninho Baiano, nasceu em Vera Cruz em 7 de junho de 1948 e faleceu em Salvador no dia 8 de dezembro de 1999, aos 51 anos. Foi um dos maiores nomes do futebol brasileiro na década de 1970, reconhecido pelo vigor físico, pela habilidade ofensiva como lateral-direito e pela dedicação dentro de campo.
Início e ascensão
Toninho começou sua trajetória esportiva no São Cristóvão-BA, atuando inicialmente como ponta-esquerda. A mudança para a lateral-direita aconteceu por acaso, após a contusão do titular da posição. Em 1967, estreou como profissional no Galícia, chamando a atenção pelo seu estilo ofensivo e determinação.
Em 1970, transferiu-se para o Fluminense, que pagou 100 mil cruzeiros por seu passe — valor expressivo para a época. No clube carioca, superou um início conturbado, marcado por um acidente de automóvel e problemas físicos, para se firmar como titular e conquistar os Campeonatos Cariocas de 1971, 1973 e 1975, além do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Chegou a ser elogiado pelo lendário Carlos Alberto Torres, que o apontou como seu possível substituto na lateral direita da Seleção Brasileira.
Do Fluminense ao Flamengo
Após divergências com o técnico Didi, deixou o Fluminense em 1976, numa troca histórica entre os quatro grandes clubes do Rio. Foi para o Flamengo ao lado de Roberto e Zé Roberto, em troca de Rodrigues Neto, Doval e Renato. Inicialmente contestado pela torcida rubro-negra, Toninho conquistou seu espaço e se tornou ídolo, ajudando o clube a vencer o tricampeonato carioca de 1978, 1979 e 1979 (especial), além do Campeonato Brasileiro de 1980.
Na Seleção Brasileira e no cenário internacional
Entre 1976 e 1979, Toninho Baiano defendeu a Seleção Brasileira em 17 partidas oficiais. Foi titular absoluto na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, atuando em quase todos os jogos.
Em junho de 1979, participou de um momento histórico: defendeu a Seleção do Resto do Mundo da FIFA contra a Argentina, em partida comemorativa de um ano da conquista da Copa do Mundo de 1978 pelos argentinos.
Carreira internacional e aposentadoria
Em 1980, transferiu-se para o Al Nassr, da Arábia Saudita. Sua passagem foi interrompida por problemas de transferência, o que acabou antecipando o fim de sua carreira. Retornou ao Brasil e chegou a atuar pelo Bangu, mas, sem liberação contratual, foi forçado a se aposentar em 1982, aos 34 anos.
Após deixar os gramados, dedicou-se aos negócios, administrando uma loja de materiais de construção.
Legado
Toninho Baiano deixou uma marca indelével no futebol brasileiro e no coração dos moradores de Vera Cruz. Sua história de superação, talento e dedicação faz dele um nome que merece ser eternizado em nossa memória esportiva — e, por isso, uma homenagem como dar seu nome a uma arena esportiva é mais que justa: é um reconhecimento à grandeza de um filho da terra que brilhou nos campos do Brasil e do mundo.
Títulos
Galícia-BA
- Campeonato Baiano: 1968
Fluminense
- Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1970
- Campeonato Carioca[11]: 1971, 1973, 1975
- Taça Guanabara: 1971, 1975
- Primeiro Turno do Campeonato Carioca: 1970
- Torneio José Macedo Aguiar: 1971
- Troféu Fadel Fadel (2ª Turno do Campeonato Carioca): 1972
- Taça Francisco Laport(2ª Turno do Campeonato Carica):1973
- Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro: 1973
Flamengo
- Campeonato Brasileiro: 1980
- Campeonato Carioca[11]: 1978, 1979, 1979 (especial)
- Taça Prefeito Distrito Federal:1976
- Torneio Cidade de Cuiabá: 1976
- Taça Guanabara: 1978,1979,1980
- Taça Rio: 1978
- Troféu Cidade de Palma de Mallorca: 1978
- Taça Luiz Aranha: 1979
- Taça Jorge Frias de Paula: 1979
- Taça Innocêncio Pereira Leal: 1979
- Taça Organizações Globo: 1979
- Troféu Ramón de Carranza: 1979,1980
- Troféu Santander: 1980
- Liga Arábia Saudita: 1981
- Copa da Arábia Saudita: 1981
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