Téo Senna e Marcelle Moraes repudiam invasão à Câmara

Os vereadores Téo Senna (PSDB) e Marcelle Moraes (União) também repudiaram as agressões e a depredação do patrimônio público promovidas por sindicalistas durante a invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, na tarde de quinta-feira (22).
Para o vereador Téo Senna, os atos cometidos ultrapassam os limites do debate público e da discordância, representando uma afronta ao Estado Democrático de Direito. Ele afirmou que os responsáveis pela invasão e pelas agressões precisam ser punidos.
“Além de colocar em risco a integridade física dos vereadores e de outros servidores, esses militantes atacaram também a democracia. O que vimos ontem (dia 22) na sede do Legislativo Municipal foram cenas de barbárie, intimidação e intolerância. Não é assim que se dialoga. Foram cenas lamentáveis, tristes, e os responsáveis por essa barbárie precisam ser dura e exemplarmente punidos”, afirmou.
Agressão
Téo Senna lamentou ainda a postura de Bruno Carianha, um dos líderes da invasão e coordenador do Sindicato dos Servidores Municipais. O sindicalista concorreu ao cargo de vereador na última eleição pelo PSB.
“Ele inflamou a multidão, incentivou a invasão da Câmara, agrediu dois vereadores, desacatou policiais, resistiu à ordem de prisão, colocou em risco centenas de servidores. Que ele agora responda pelos seus atos”, frisou.
O vereador também pontuou “a incoerência” da direção da APLB-Sindicato, entidade que representa os professores. “Como é que as pessoas que cuidam da educação das nossas crianças incentivam e promovem a violência ao invés do diálogo? É isso que eles estão ensinando em sala de aula?”, questionou Téo Senna.
Responsabilização
Por sua vez, a vereadora Marcelle classificou a invasão como “grave e inaceitável”. Ela também destacou os riscos à integridade de vereadores e servidores públicos durante a ação, que ultrapassou a fronteira do princípio democrático, demonstrando descontrole e intolerância por parte dos manifestantes.
“Rememorei o lamentável ocorrido em janeiro de 2023, quando o Congresso Nacional foi invadido. Ontem (dia 22), na capital baiana, na Câmara mais antiga do país, houve depredação e ameaças gravíssimas a vereadores e servidores, também concursados, além de coação e agressões verbais. Um completo absurdo”, condenou.
A vereadora afirmou que a APLB-Sindicato não agiu sozinha, tendo outros parlamentares envolvidos.
“Eu espero que as pessoas que participaram sejam devidamente punidas. A Câmara não vai se calar, tampouco os edis, que foram vítimas de soco na face e mordida na mão. O que aconteceu hoje (dia 22) não dá para normalizar”, frisou Marcelle.
Ela defendeu uma apuração rigorosa dos fatos e reforçou que o Legislativo Municipal de Salvador seguirá atuando em defesa da democracia e do respeito às instituições.
Câmara Municipal de Salvador
(Foto: Visão Cidade)


