Presidente Carlos Muniz fala ao povo de Salvador

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz, concedeu entrevista ao site Visão Cidade nesta segunda-feira (20), abordando temas relevantes que afetam diretamente a população soteropolitana. Entre os assuntos discutidos, destacam-se a greve dos professores — motivada pelo impasse no pagamento do piso salarial da categoria — e a possibilidade de paralisação do transporte público.
Greve dos professores e piso salarial
Carlos Muniz afirmou que a Câmara tem atuado como mediadora entre os professores e o Poder Executivo para buscar uma solução que evite maiores prejuízos à população.
“Estamos tentando intermediar essa negociação entre os professores e a Prefeitura, levando as reivindicações da categoria diretamente ao prefeito. Caso ele não possa receber os representantes, que ao menos autorize os secretários responsáveis a conduzirem essa negociação. O ideal é que a solução seja construída em uma mesa de diálogo”, destacou.
O presidente reforçou que o problema ultrapassa a esfera educacional, atingindo famílias que ficam sem alternativas para deixar os filhos durante o horário de trabalho.
Sobre o piso salarial, Muniz afirmou:
“O prefeito garante que todos os professores recebem acima do piso previsto em lei. Já os professores afirmam que essa não é a realidade. Por isso, uma mesa de negociação é essencial, para que cada parte apresente seus dados com clareza e possamos resolver esse impasse que afeta toda a cidade.”
Possível greve dos rodoviários
Questionado sobre a possível greve dos rodoviários, Muniz se mostrou preocupado com os impactos à população e informou estar acompanhando de perto as conversas com o sindicato.
“Conversei com o presidente do sindicato, Hélio Ferreira, e estamos empenhados para evitar essa paralisação. Quem mais sofre com isso é a população mais carente, que depende do transporte coletivo diariamente”, disse.
Muniz também defendeu o subsídio ao transporte público como forma de garantir qualidade e tarifas justas.
“Muitos pensam que subsídio é dinheiro para empresários, mas não é isso. O objetivo é não repassar aumentos à população e evitar que o transporte se torne inacessível. Toda vez que o valor da passagem sobe, cresce o número de pessoas que simplesmente não têm como pagar.”
Revitalização da Câmara e novo plenário
A respeito da revitalização da sede da Câmara, o presidente informou que existe um projeto em elaboração que será apresentado em até 60 dias aos vereadores.
“A ideia é transformar o atual prédio em um museu e transferir o plenário para outro local. Entre os espaços estudados, está o Cine Excelsior. Ainda não há definição, mas a decisão será coletiva, tomada pelos vereadores”, explicou Muniz.
Ele reforçou a necessidade de ampliar o acesso da população à Casa Legislativa.
“O espaço atual é pequeno, o que dificulta a participação popular. Queremos uma sede mais moderna, ampla e acessível.”
Custo das obras
Muniz disse que os custos das obras só poderão ser divulgados após a finalização dos projetos.
“Ainda não temos os valores. Mas, assim que os projetos estiverem prontos, eles já virão acompanhados de todas as estimativas de custo.”
Atuação das comissões
Por fim, o presidente da Câmara ressaltou o trabalho das comissões da Casa na análise dos temas urgentes.
“As comissões têm se reunido semanalmente para discutir esses assuntos. Ainda não há projeto específico sobre transporte na Câmara, mas estamos em diálogo com a Prefeitura e o sindicato para evitar a greve.”
Projetos em pauta
Muniz comentou ainda sobre o andamento das votações:
“Temos vetos na pauta que foram analisados pela Comissão de Constituição e Justiça. Amanhã deveremos votá-los. Caso haja acordo, também poderemos votar o projeto de aumento para os servidores. Caso contrário, essa decisão poderá ficar para o decorrer da semana.”
Visão Cidade


