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O que é o poder? Precisamos encontrar esse norte

“Poder” é a forma do verbo no infinitivo impessoal, enquanto “puder” é a forma conjugada do verbo no futuro do subjuntivo, na 1ª ou 3ª pessoa do singular. “Puder” é usado em situações que dependem de uma condição futura (“se puder”, “quando puder”). “Poder” é usado para expressar a capacidade, permissão ou possibilidade de realizar algo.

Entre o “poder” e o “puder” há diferenças significativas, que vão muito além da gramática. Precisamos refletir sobre cada uma dessas palavras, avaliando nossas atitudes e reconhecendo nossos próprios potenciais. Para cada pessoa, a distância entre essas duas ideias pode ser curta ou imensa — especialmente quando elas são colocadas em prática no plano individual, na busca por autoafirmação ou na tentativa de demonstrar quem se é, quem se foi ou quem se deseja ser.

A palavra “poder”, enquanto substantivo, tem um peso transformador. Ele modifica atitudes, molda comportamentos e revela o verdadeiro caráter das pessoas. Há uma frase muito conhecida que resume bem isso: “Quer conhecer um homem? Dê poder a ele.” Essa expressão se encaixa em inúmeras situações e nos convida a refletir sobre como o poder é exercido. O problema é que, muitas vezes, o poder não é eterno. Quando é conduzido com arrogância, falta de empatia ou soberba, ele se torna efêmero. Poder, sem sabedoria, tem prazo de validade.

Por outro lado, “poder” como verbo carrega nuances que atravessam o passado, o presente e o futuro. Muitas vezes confundimos as duas formas de uso e não percebemos sua verdadeira dimensão. O poder — o verbo que dá autoridade ao homem — se manifesta, por exemplo, quando o elegemos ou o indicamos para uma função pública. Isso nos leva a um ponto importante: quem recebe essa autoridade precisa compreender o seu real papel. Precisa saber o que pode e o que deve fazer.

É essencial que o ser humano aprenda a desenvolver seu melhor, suas atitudes e seu crescimento interior. Há momentos em que a vida nos dá uma direção, um “norte”, e com ele surge a oportunidade de se afirmar, de crescer. Mas muitos se perdem ao longo do caminho, achando que o poder nas mãos permite atropelar tudo e todos. Isso é um erro. Toda autoridade na Terra é passageira. E, por mais que muitos não compreendam, toda autoridade é, em última instância, permitida por Deus.

Uma reflexão simples ajuda a ilustrar isso: quando você abre a porta da sua casa para alguém, está concedendo a ela o direito de entrar. Mas será que essa pessoa, só por ter sido convidada, tem o direito de sentar-se à sua mesa e fazer o que quiser? Entender essa metáfora é fundamental para quem detém qualquer tipo de poder. Toda estrutura de poder é temporária. Por isso, não devemos nos exaltar, nem julgar os outros com base apenas nos nossos próprios conceitos.

Precisamos cultivar empatia, humildade e discernimento. E, acima de tudo, devemos exercitar algo cada vez mais raro: saber a diferença entre ouvir e escutar.

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