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Uma reflexão não é a verdade absoluta — é apenas uma reflexão.

A política, em sua verdadeira essência, é algo profundamente transformador. Ela eleva a autoestima e estimula o conhecimento das pessoas, permitindo que vivam a política em seu sentido mais amplo. A política não se restringe apenas à partidária, àquela ligada ao voto ou à escolha de representantes. Ela está presente em todos os aspectos da vida. A política permeia os diversos segmentos da sociedade, qualquer que seja.

Existem, porém, duas formas distintas de se enxergar e praticar a política.

A primeira é a política da construção — a política que soma, que multiplica, que eleva e conquista alvos positivos para todos os segmentos da sociedade. É a política que busca uma convivência justa e equilibrada, construída com seriedade, sem subterfúgios, sem a necessidade de ultrapassar ou prejudicar o outro. Essa é a verdadeira política transformadora: a que se compromete com o coletivo e respeita a dignidade humana.

A segunda forma de política, infelizmente, é aquela que devemos rejeitar. É a política do subtrair, do dividir negativamente, do não somar, do não multiplicar. É a política que se baseia em passar por cima dos outros, muitas vezes através de falsos testemunhos, espalhando informações sem conhecimento prévio, apenas para aparentar estar certo. Essa prática, amplificada pelas redes sociais, fortalece a política da má vizinhança, do egoísmo, da tentativa de prejudicar terceiros com informações levianas e infundadas. Na verdade, esse tipo de política apenas revela a ausência de caráter e de maturidade pessoal.

Esse cenário se torna ainda mais evidente após processos eleitorais. É comum ver, logo após uma eleição, que aqueles que não estiveram ao lado do vencedor passam a ser tratados como inimigos — muitas vezes até pelos próprios vencedores. Criam-se factoides, surgem inimizades, amizades se rompem, e o diálogo desaparece. Alguns passam a acreditar que seu caminho é o único correto, negando legitimidade ao lado oposto.

Mas é fundamental entender que os dois lados precisam existir. A situação e a oposição são essenciais para o equilíbrio democrático. Como dizem os grandes pensadores da política: “toda unanimidade é burra.” Portanto, devemos buscar o respeito entre os diferentes caminhos, sempre alinhando o debate entre o bem e o mal, entre o que se constrói e o que se critica, para que possamos evoluir como sociedade.

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