Hélio Ferreira, vereador de Salvador, fala ao site Visão Cidade

A mobilidade urbana será tema de discussão na audiência pública que acontece hoje na Câmara Municipal de Salvador. A iniciativa é do vereador Hélio Ferreira, que convocou o debate com o objetivo de buscar soluções e melhorias para a mobilidade na capital baiana.
Visão Cidade:
Vereador Hélio Ferreira, sobre a mobilidade urbana de Salvador — quando será a audiência, que horas e qual o convite à população?
Vereador Hélio Ferreira:
Quero convidar toda a população para essa importante audiência pública que será realizada hoje, às 14h, no plenário da Câmara de Vereadores. Teremos a participação de diversos convidados — professores, técnicos, urbanistas e representantes de instituições como o Ministério Público, a prefeitura e a CEMOB.
Nosso objetivo é ouvir a sociedade organizada e suas ideias, para que possamos construir um projeto de mobilidade que atenda de forma efetiva toda a população. Salvador não suporta mais a quantidade de veículos em circulação. As pessoas estão perdendo cada vez mais tempo no trânsito, tanto para ir ao trabalho quanto para voltar para casa.
Tempo é dinheiro. Precisamos de uma política de mobilidade urbana mais ousada, moderna, com qualidade, segurança e fluidez, garantindo um transporte público inclusivo e eficiente para todos.
Visão Cidade:
O VLT e o BRT podem ser considerados soluções?
Hélio Ferreira:
Acredito que toda novidade que venha para melhorar o transporte é bem-vinda — seja o VLT, o BRT ou qualquer outra alternativa. Mas, se não enfrentarmos de frente os gargalos estruturais da mobilidade em Salvador, continuaremos convivendo com os mesmos problemas.
A cidade hoje amanhece com vias superlotadas e longos engarrafamentos, como vemos nos noticiários todos os dias. Isso não é mobilidade. Precisamos repensar e reestruturar todo o sistema, buscando soluções que atendam principalmente quem mais precisa.
Visão Cidade:
Sobre a indenização dos ex-trabalhadores da CSN, que seguem protestando. Na semana passada houve manifestação. O que está acontecendo?
Vereador Hélio Ferreira:
Infelizmente, esse é um problema que já se arrasta há quase quatro anos. Na época, foi feito um acordo com o prefeito que prometeu resolver a situação em 30 dias, com a venda dos terrenos. Mas isso não se concretizou.
Já conseguimos homologar mais de 2.000 trabalhadores — o que representa cerca de 50% do total. Porém, ainda restam 2.062 trabalhadores com seus processos parados, aguardando a homologação.
A venda dos terrenos, que era condição para a quitação dos valores devidos, não foi realizada como prometido. Enquanto isso, esses trabalhadores continuam penalizados, esperando por uma solução que nunca chega.
Visão Cidade:
Com a construção da ponte Salvador-Itaparica, a mobilidade urbana da capital terá ganhos ou podem surgir novos problemas?
Vereador Hélio Ferreira:
Essa é uma questão que precisa ser muito bem analisada. Amanhã, inclusive, teremos um especialista da UFBA participando da audiência para discutir exatamente esse impacto.
A ponte pode, sim, trazer maior fluidez ao trânsito e beneficiar toda a região, inclusive valorizando os imóveis. No entanto, é fundamental avaliarmos com cuidado quais serão os efeitos reais no trânsito da cidade, que já é bastante caótico.
Precisamos planejar com responsabilidade, ouvindo especialistas e garantindo que o projeto traga mais benefícios do que problemas para a população.
Visão Cidade


