Dia do Goleiro: Manga completaria 88 anos neste sábado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reverencia Manga neste sábado (26), data em que o ex-goleiro completaria 88 anos. Nascido em 26 de abril de 1937, ele faleceu no dia 8 de abril deste ano, aos 87 anos, e está eternizado na história do futebol, em especial na memória dos torcedores da Seleção Brasileira, Botafogo e Internacional.
No dia de seu aniversário, é celebrado também o Dia do Goleiro. A deferência aos goleiros e goleiras do país foi instituída em 1976 e foi incentivada pelos professores de educação física Reginaldo Pontes Bielinski e Raul Carlesso, este o primeiro treinador de goleiros em uma comissão técnica do Brasil em uma Copa do Mundo – em 1974, na Alemanha.
Dia do Goleiro, 26 de abril, é comemorado no aniversário de Manga, um dos maiores da históriaCréditos: Junior Souza/CBF
Na época em que recebeu a homenagem, Manga já era campeão brasileiro pelo Colorado, em 1975, e repetiria o feito em 1976. Ainda pelo Inter, conquistou os Campeonatos Gaúchos de 1974, 75 e 76. Em seu primeiro título nacional com o time gaúcho, jogou a final do Brasileirão contra o Cruzeiro com dois dedos quebrados, símbolos de seu esforço por cada equipe que representou.
Além da dedicação e da capacidade de fazer grandes defesas, notabilizava-se por rejeitar a utilização de luvas. Não por acaso, tinha os dedos tortos como as marcas que o futebol lhe deixou.
Haílton Corrêa de Arruda jogou entre os anos de 1959 e 68 no Botafogo. Pelo Glorioso, é o quarto atleta com mais jogos (442) e fez parte de dois dos maiores times da história do clube de General Severiano: os bicampeões cariocas de 1961 e 62; e os de 1967 e 68. No período, foi convocado pela Amarelinha para a Copa de 1966, na Inglaterra.
Manga jogou também pelo Nacional, do Uruguai, onde se sagrou campeão da Libertadores de 1971 e tetracampeão uruguaio (1969, 70, 71 e 72), e defendeu ainda Operário-MS, Grêmio, Coritiba e o equatoriano Barcelona de Guayaquil.
O recifense, revelado pelo Sport e tricampeão pernambucano (1955, 56 e 58), era reconhecido como um dos melhores goleiros do mundo. Merecidamente, Manga representa a posição possivelmente na qual é mais difícil de se atuar, em que cada erro, na maioria das vezes, leva a um gol adversário.
Entre os grandes goleiros da história do Brasil, estão nomes como Joel, Germano, Batatais, Barbosa, Castilho, Gylmar, Félix, Leão, Waldir Peres, Carlos, Taffarel, Rogério Ceni, Marcos, Dida, Júlio César e Alisson, entre tantos outros. Entre as goleiras, destacam-se Meg, Andreia e Bárbara, com passagens históricas pela Amarelinha.
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