Política

Presidente e servidores têm reunião histórica em novo momento da AL

 

A primeira reunião do novo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia com o conjunto de servidores efetivos da Casa, na manhã de ontem, no Auditório Jornalista Jorge Calmon, foi um momento singular. Uma conversa direta, franca, em que reivindicações e cobranças foram feitas, sem promessas mirabolantes, pé no chão.
A satisfação foi geral. Sindicalistas, funcionários efetivos e aposentados comemoraram a disposição para dialogar e a perspectiva de terem injustiças corrigidas na gestão do deputado Angelo Coronel na presidência. A reunião que deveria durar uma hora extrapolou e só acabou após o meio-dia, transformando-se numa ode de exaltação ao atual momento que vive o Legislativo estadual.
Um momento de notícias positivas para os cerca de 700 servidores ativos e aposentados, cerca de 450 deles presentes e muita gente não pode comparecer, pois três comissões técnicas estavam funcionando. Nas conversas, as palavras mais utilizadas pelas mais de 40 pessoas que se pronunciaram, entre integrantes da mesa e plenária, apontaram para as esperanças de melhoria das condições de trabalho construídas com a chegada de Angelo Coronel (PSD) na direção da Assembleia.
A implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS) dos servidores foi a tônica da reunião, que recrudesceu em seu decorrer com a vontade política demonstrada pelo presidente de que o pleito funcional seja bem-sucedido. Coronel abriu a plenária chamando de bate-papo o encontro, que visava “harmonizar ao máximo a Casa, vez que não desejaria um monólogo”. Passou ao largo disso.
Presidente do Legislativo revelou prudência ao dizer que aguarda o estudo de impacto financeiro do PCS na folha da Casa, mas não escondeu o seu desejo de “quero falar e cumprir”. Classificou os salários de “aviltados” em relação a outros órgãos públicos e destacou vontade de “corrigir essa situação o mais rápido possível”. Coronel chamou a atenção para a necessidade de se estar buscando inovar e reagir quando se encontrar à frente de um projeto novo. “A vida tem que ser com mudanças, temos que fazer algo novo”.

PARCERIA

Presidente do Sindsalba (Sindicato dos Servidores da Assembleia), Gilmar Carneiro Cunha, falou da satisfação da diretora da entidade com o encontro e elogiou a relação com a nova Mesa Diretora do Legislativo. “Desejo sucesso a esta parceria e que ela seja continuada”. Já superintendente de Recursos Humanos, Francisco Raposo, observou que poucas vezes, em 33 anos de Casa, assistiu tanta satisfação dos colegas. Salientou a vontade política do presidente Coronel em implantar o PCS e exortou a todos a “centralizar esforços nesse momento rico”. Ele disse que a comissão encarregada pelo plano elaborou um PCS que contempla a progressão na carreira.
O diretor Carlos Machado expressou a alegria com o momento e o desejo do presidente Coronel em “corrigir essa grande injustiça”, referindo à falta de um PCS dos servidores. Lembrou que a Assembleia já aprovou planos de carreiras de outros tribunais, que são órgãos auxiliares da Casa. E não escondeu a satisfação com o atual momento. “Faz a gente perder a vontade de se aposentar”.
Integrante da comissão do PCS, deputado Alex Lima (PTN) elogiou a “renovação positiva” implementada na Casa pelo presidente, com o alargamento do diálogo, e observou que “o maior patrimônio da Assembleia são vocês”. O parlamentar lembrou que o PCS vem sendo construído num contexto de dificuldades, mas “toda caminhada começa com o primeiro passo”. Alex Lima também elogiou a iniciativa de Eleusa Coronel – esposa do presidente -, de criar o grupo Assembleia de Carinho.
Eleusa Coronel enfatizou os propósitos humanistas do Assembleia de Carinho e a estratégia de usar a força feminina da Casa “para fazer algo mais em prol dos mais necessitados”. Ela anunciou a “primeira atitude transformadora do grupo”, que levará às crianças do GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer -, o aconchego dos Terapeutas do Riso, próximo dia 19, às 14h.
O diretor Geraldo Mascarenhas também agradeceu ao presidente pela sua determinação em resolver a questão do PCS, que chamou de fundamental. Classificou de acinte e absurdas as distorções da tabela salarial, e defendeu um Plano de Carreira com regras claras. Chefe de gabinete do presidente, Márcio Barreto ressalvou o esforço da comissão para a implantação do PCS, e lembrou a luta para promover benfeitorias na Casa em favor de todos, citando a implantação da Polícia Legislativa, sempre em harmonia com a Mesa Diretora. “Agora temos voz e vez”.
Diretor-financeiro, Carlos Alberto destacou o trabalho da Escola do Legislativo, e comentou que o clima de abertura que Coronel devolveu à Casa tem aflorado o sentimento de pertencimento no corpo de servidores. O diretor de Informática, Armando Velloso, falou da alegria em compor a mesa da reunião, e ressaltou que “Coronel inaugurava uma nova era, um instante de alinhamento”. Disse do esforço da comissão para a elaboração do PCS e que o mesmo traga grandes resultados para os funcionários.
O aposentado Antônio Silva confessou que ao longo de toda a sua vida funcional jamais esteve com a autoestima tão elevada. Diversos colegas da plateia se pronunciaram, sempre destacando o clima de felicidade que atualmente emana dos corredores. Na esteira das comparações, foram lembrados outros ex-presidentes, como Coriolano Sales, Luís Cabral e Luís Eduardo Magalhães.
Em atendimento a pleitos dos funcionários durante a reunião, o presidente Angelo Coronel, determinou a inclusão de um representante da Segurança na comissão que analisa a proposta de criação de uma Polícia Legislativa – como já existe em outras assembleias e no Congresso Nacional. Ao final dos trabalhos o pessoal da Segurança apresentou ao presidente um anteprojeto nesse sentido que será avaliado pelos integrantes dessa comissão.
Coronel participa de solenidade de 100 anos da ALB fotos DSC 1929 e DSc1917
Na solenidade comemorativa do transcurso do centenário da Academia de Letras da Bahia, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, reafirmou o compromisso e a parceria que une as duas instituições, garantindo a renovação de um convênio que remonta a 1998. Trata-se de instrumento importante do programa editorial mantido pelo Legislativo, que permite a publicação de obras fundamentais da literatura baiana e da exitosa coleção Mestres da Literatura da Bahia, programada para 20 tomos.
A solenidade levou ao Solar Góes Calmon, em Nazaré, acadêmicos, professores, escritores, empresários, jornalistas, artistas e autoridades ligadas à área cultural que lotaram o salão nobre daquela casa de cultura. Compuseram a mesa a presidente da Academia, Evelina Hoisel, o vice-presidente Edivaldo Boaventura, o ex-presidente Aramis Ribeiro Costa e o presidente do Legislativo, Angelo Coronel, e o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Eduardo de Castro.
Os trabalhos foram abertos com o descerramento de placa alusiva ao centenário pelo ex-governador e acadêmico Roberto Santos e a professora Evelina Hoisel, num clima de emoção com todos os presentes de pé. Esse ato foi seguido da execução de quatro canções pelo Madrigal da Universidade Federal da Bahia, regido pelo maestro José Maurício Brandão – igualmente aplaudido pelos presentes em pé.
Apenas três oradores nessa noite de gala. O professor Edivaldo Boaventura que falou das gestões de presidentes na Academia, de suas sedes, dos patronos de suas 40 cadeiras e de acadêmicos eminentes nesses 100 anos. Ele próprio com 42 anos naquele sodalício, onde ingressou aos 37 anos de idade – um dos acadêmicos mais jovens da história. Relatou ainda episódios de vulto, como a inclusão da primeira mulher naquela casa de cultura, Edith Gama e Abreu, além da sua inspiração francesa, em seguimento aos grêmios e sociedades literárias.
Foi seguido pelo pronunciamento de Aramís Ribeiro Costa, que discorreu com precisão sobre o trabalho de Afrânio Peixoto (responsável único pela criação da Academia, escolha de seu nome, dos 40 patronos de suas cadeiras e dos 40 eminentes baianos que a integraram, em sua primeira formação), da clarividência e habilidade deste “homem extraordinário que já havia nos dado o Instituto Politécnico e depois a Escola Politécnica”, além de ser o secretário de Estado responsável pela maior intervenção urbanística de Salvador que ganhou as avenidas Sete de Setembro e Oceânica em sua gestão.
Aramís Ribeiro Costa convidou os presentes a “ingressarem na aurora da Academia”, a conhecer suas instalações provisórias e definitivas – descrevendo-as – e emocionou ao tratar da “grandeza de espírito do fundador”, que se abstraiu completamente das disputas políticas renhidas de então (entre os aliados do governador Antônio Muniz e os de JJ Seabra, com quem Rui Barbosa rompeu por não aceitar a indicação para concorrer ao governo), indicando até um inimigo político, Severino Vieira, para a Academia, pois defendia o livre pensar, o debate, a cultura, as belas letras e a defesa da nossa língua pátria. Ele próprio, Afrânio Peixoto, não se indicou e em caráter único na instalação do sodalício foi aberta uma cadeira para ele ocupar.
Concluiu a solenidade a presidente Evelina Hoisel que abordou a tarefa da Academia na propagação das ideias, das letras, da nossa língua, no fomento à escrita e apoio aos novos talentos. Relatou com minúcias (o citado pelos antecessores), a vasta programação de trabalho da Academia de Letras da Bahia, seus prêmios, cursos e concursos – bem como abordou questões filológicas relevantes. Citou o poeta Fernando Pessoa e o escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês, Roland Barthes.
Presentes na solenidade, entre outras autoridades, o ex-ministro Angelo Calmon de Sá, neto do construtor do palacete que hoje abriga a academia, Francisco de Góes Calmon, o presidente da secção baiana da ABI, Walter Pinheiro, e pelo presidente da Assembleia Geral da entidade, também acadêmico, jornalista Samuel Celestino. Também prestigiaram o ato o presidente da Fundação Pedro Calmon, representando governador Rui Costa, Zulu Araújo, e o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, representando o prefeito ACM Neto. E ainda o empresário Vitor Gradim, benemérito da instituição. (Ascom)

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