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Com gritos de ‘Cabula’, grupo interrompe discurso de Rui Costa

O discurso do governador Rui Costa foi interrompido, na noite desta quinta-feira (11), no primeiro dia do congresso do PT, em Salvador, por um grupo presente no local que começou a gritar “Cabula”. O grito foi uma referência a uma ação da Polícia Militar no bairro do Cabula, que deixou 12 mortos, no dia 6 de fevereiro.
Logo depois do protesto começar, os demais militantes presentes no congresso passaram a entoar gritos em incentivo à presidente Dilma, o que abafou os gritos de “Cabula”.
Rui Costa não fez nenhum comentário sobre o ocorrido, continuou a fala e foi aplaudido depois que finalizou o discurso.

O encontro do partido ocorrerá na capital baiana até o próximo sábado (13). Segundo a legenda, o objetivo central do encontro é “trabalhar uma resolução política que represente o diálogo intenso com a militância e a sociedade para apontar os caminhos de fortalecimento do PT e manter o crescimento do Brasil.”

Após o governo passar por desgaste político em função das medidas de ajuste fiscal propostas para reequilibrar as contas públicas, o PT tentará unir a militância no congresso. Embora setores do próprio PT tenham feito críticas públicas à atual condução da política econômica, dirigentes saíram em defesa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PT, Rui Falcão, são esperados na cerimônia de abertuar do congresso, na noite desta quinta.

No pronunciamento que fará nesta quinta, Rui Falcão defenderá que os militantes do partido desencadeiem “reação vigorosa” contra os que tentam “destruir” a legenda. Em seu pronunciamento, Rui Falcão afirmará também, sem citar nomes, que o PT está “sob forte ataque”. Na avaliação do petista, a “ofensiva” contra a legenda “é uma campanha de cerco e aniquilamento”.

João Vaccari
Durante o congresso, militantes do PT aplaudiram de pé o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção que atuou na Petrobras, descoberto na Operação Lava Jato.

Vaccari está preso desde abril deste ano. Ele é investigado por suspeita de receber propina em esquema de corrupção na Petrobras, o que sua defesa nega.

Os aplausos a Vaccari ocorreram durante a Defesa de Teses – um dos atos do congresso –, enquanto o diretor do PT Markus Sokol discursava. Ao iniciar sua fala, Sokol disse que saudava João Vaccari, preso “injustamente”. Em seguida, a plateia, formada por cerca de 800 delegados do congresso (militantes com direito a voto em resoluções do partido), aplaudiu de pé o ex-tesoureiro e entoou o grito da legenda: “partido, partido, é dos trabalhadores!”.
(G1)

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