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Cuidado redobrado com o crédito, que está mais caro

Há um alerta no ar em relação ao crédito. Como a Selic subiu durante um ano, as taxas de todas as modalidades subiram. O problema é que as famílias já estão com dívidas, que ficaram mais caras. E a inflação, ao subir, “come” um pedaço da renda. Felizmente, o mercado de trabalho está bom – é uma fonte de pressão a menos.
Matéria de hoje da Folha mostra que é hora de fugir do crédito, porque os financiamentos estão mais caros. O jornal faz um alerta. A taxa do cheque especial, por exemplo, subiu de 138% ao ano em dezembro de 2012 para 161,8% em março de 2014. O crédito pessoal, de 66,3% para 99,1%. O crédito renegociado, de 36,8% para 38,4%; e o consignado, que tem a melhor taxa, ficou praticamente estável (de 24,5% para 25,3%). Por isso, é preciso muita atenção na hora de lidar com as dívidas. Se você está devendo no cheque especial é melhor tomar um empréstimo com uma taxa mais baixa para cobrir o rombo.
Educação financeira é um tema muito importante. Outro dia, meus netos estavam brincando de loja, de comprar e vender produtos. Mariana, a mais velha, disse que não tinha dinheiro, mas que pagaria com cartão de crédito. Expliquei que, mesmo usando cartão, ela precisa ter dinheiro, porque, se não pagar no dia certo, o valor pode aumentar – e muito. A menina ficou impressionada com a possibilidade de a dívida até dobrar. É bom ensinar as crianças, desde cedo, a lidar com o dinheiro, principalmente no país dos juros bancários mais altos do mundo.
O crédito tem que ser usado com cautela para não virar uma armadilha. A modalidade do cheque especial e o crédito rotativo do cartão só podem ser usados na emergência, porque a taxa é punitiva. Se precisar usá-los, o truque é sair rapidamente, para a dívida não virar uma bola de neve.
O brasileiro é um bom pagador, mas o fato de já ter parte da renda comprometida com dívidas torna mais difícil esse período em que todas as modalidades de crédito ficaram mais caras por causa da alta da Selic. 

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