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Cortes na previsão do PIB e risco de 2º trimestre negativo

Divulgado o PIB do 1º trimestre, que cresceu apenas 0,2%, e revisado o resultado de 2013, que subiu de 2,3% para 2,5%, os economistas voltaram às planilhas para refazer suas projeções para o crescimento da economia este ano. Alguns bancos e consultorias já revisaram, para pior, a previsão para o PIB, outros ainda devem fazer isso. E já há bancos, como o Itaú Unibanco, prevendo pequena queda do PIB, de 0,2%, no segundo trimestre. A instituição financeira fez uma revisão significativa na projeção de crescimento da economia este ano, que passou de 1,4% para 1%.
– Um conjunto amplo de indicadores coincidentes para o segundo trimestre – incluindo, entre outros, indicadores para a produção industrial, setor de serviços, demanda por crédito, e confiança de empresários e consumidores – aponta para uma retração da atividade econômica – diz o banco, em relatório.
O Itaú Unibanco prevê retomada moderada da atividade a partir do terceiro trimestre, quando o PIB deve crescer 0,5% em relação aos três meses anteriores. Para o 4º trimestre, a previsão é de alta de 0,4%.
Economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale continua prevendo crescimento de 1,3% do PIB este ano, mas diz que há risco de ser menor do que isso. Vai depender do segundo semestre. O economista não descarta, portanto, uma revisão.
Já André Perfeito, da Gradual Investimentos, cortou sua projeção para o PIB em 0,4 ponto, de 1,9% para 1,5%. A base de comparação mais alta (o PIB de 2013 maior) somada a um início de ano muito fraco “forçaram”, segundo ele, uma revisão forte na projeção.
Para o economista Luis Otávio Leal, não há boa notícia nos dados do PIB divulgados hoje. Ele revisou de 1,6% para 1,2% sua projeção para o crescimento da economia em 2014, por conta da queda do “carrego estatístico”. Ele acha difícil o PIB do segundo trimestre ser bom. Está prevendo crescimento zero entre abril e junho. Leal diz que os dados estão ruins, os indicadores de confiança, fracos. A Copa, segundo ele, vai atrapalhar os resultados da indústria, por causa dos feriados. 
Por Valéria Maniero

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