Viciada, mulher chega a tomar 50 latas de Coca diet por dia

Mãe de cinco filhos, Jakki experimentou a bebida pela primeira vez quando tinha 14 anos e se manteve presa ao hábito desde então. Em certo ponto, o vício se tornou tão severo que ela chegou a gastar o equivalente a R$ 2 mil por mês com a bebida. Anualmente, o gasto médio é de aproximadamente R$ 23 mil.
Jakki, que insiste em dizer que tenta diminuir o hábito, ainda consome mais de 10 litros de Coca-Cola Diet por dia e entra em pânico caso perceba que não tem acesso constante à bebida. Atualmente, ela passa por tratamento médico, incluindo hipnoterapia, para tentar superar o vício depois de sofrer alucinações como resultado do consumo excessivo. O transtorno é tão intenso que ela já teve que abandonar o trabalho e agora luta para conseguir lidar com as contas.
Jakki conta que o vício tem tomado conta de sua vida. “Não posso nem mesmo sair de casa sem ter a certeza de que vou ter Coca suficiente”, desabafa. “Estou preocupada com minha saúde. Quero ver meus filhos crescerem”, completa. A mulher sofre frequentemente com dores de cabeça e, recentemente, chegou a ter alucinações. “Fiquei muito assustada da primeira vez, porque não sabia o que estava acontecendo”, afirmou. “Vi coisas estranhas, como laranjas voando pela sala.”
Ela também afirma que vive constantemente cansada, porque o tanto de cafeína que consome atrapalha o seu sono. Além disso, a conta, no final do mês, não fecha. “Quando se trata das minhas necessidades, a Coca vem na frente. É tão importante quanto pagar a eletrecididade”, explicou. Com isso, Jakki não tem o hábito de sair, socializar, comprar roupas ou mesmo ter um novo corte de cabelo. Ela afirma que, inicialmente, tomava a Coca-Cola normal, mas passou a apostar na versão diet quando viu os quilos aumentando na balança.
Jakki diz que os médicos a alertaram a parar, mas ela não consegue. “Os alcoólatras têm ajuda, pessoas viciadas em cigarro, também. Esta é uma condição que ninguém pode me ajudar”, justificou. Sarah Schenker, porta-voz da British Dietetic Association, afirma que o hábito pode trazer prejuízos preocupantes aos ossos da mulher. “Embora não tenhamos esta condição descrita tecnicamente como um vício, é óbvio que esta mulher está sofrendo desejos reais que estão influenciando sua vida”, analisa.
Segundo a especialista, as bebidas gaseificadas contém fósforo, o que não chega a ser algo preocupante se consumido em pequenas doses. “Mas este consumo em larga escala pode ser ruim para a saúde óssea”, explicou. Além disso, por se manter cheia de refrigerante, Jakki pode estar privando o corpo do consumo de outros nutrientes necessários para sua saúde como um todo. Tratar a parte comportamental, por meio de uma terapia, seria um primeiro passo para abandonar o vício.
(Terra)