PolíticaSem categoria

Geddel quer apressar escolha, mas oposição é só indefinição

Se a banda governista já se definiu por
 Rui Costa (PT), o que a oposição está esperando para cair em campo? Simples: a palavra de ordem virá de ACM Neto (DEM), que por ser o prefeito de Salvador e liderar todas as pesquisas (embora diga que não quer nem que tenha 110%), será o maestro do processo. E Neto está sem pressa. Diz que no momento tem outra agenda a cumprir. Ou melhor, está mais preocupado em governador do que em politicar. E acha que o momento adequado será conforme a tradição, depois do Carnaval.
A oposição tem três pré-candidatos, todos falando a mesma linguagem, a necessidade da união: Geddel (PMDB), que diz que quer e defende uma definição já, Paulo Souto (DEM), que nunca disse que quer, mas deixa que digam que ele está no páreo, e João Gualberto (PSDB), que também quer, mas tanto faz haver uma definição agora como mais tarde. De quebra, José Carlos Aleluia, que se coloca como opção do DEM, caso Souto não queira (e garante que vai brigar por isso).
Neto diz entender a posição do governador Jaques Wagner ()PT): “Ele está no sétimo ano do segundo mandato e eu estou no primeiro ano. O meu trabalho agora é manter o conjunto que me apoiou no segundo turno, mais o Pros, que também está conosco, agregado, para termos um candidato único “.
Pros e contras – Neto lembra que em 2012 só se tornou pré-candidato em abril, assim mesmo sozinho. O primeiro partido, o PSDB, só veio em maio, enquanto o principal adversário, o petista Nelson Pelegrino, já estava definido desde dezembro. ” Antecipar não quer dizer sucesso. Às vezes é ruim”.
Se diz que ACM Neto está jogando para 2014 pensando em 2018, quando planejaria disputar o governo. No contexto em que os oposicionistas estão configurados, o melhor nome seria o de Paulo Souto, mas ele afirma que não vai impor e nem vetar nomes. Quer que o entendimento aconteça como fruto das conversas do conjunto dos partidos que formam  sua base.
Além disso, há a questão federal. Se na banda governista o quadro está definido, com Dilma na busca da reeleição, nas oposições o cenário ainda é difuso. O senador Aécio Neves, virtual candidato tucano, acha cedo para fazer a campanha. E ainda não amarrou alianças nacionais com imbricamentos baianos, a exemplo do DEM.
No bojo das discussões surge uma série de conjecturas, inclusive a possibilidade de se apoiar Eduardo Campos (PSB), caso ele vá ao segundo turno com Dilma. E se houver um segundo turno entre  Campos e Dilma e um oposicionista contra Rui Costa, o que faria Lídice ? Para apimentar a coisa, o ex-governador Nilo Coelho mantém-se a postos, dizem. É o plano B de Eduardo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *