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Audiência Pública discute desapropriação do Campo de Futebol de Periperi

Prefeitura pode gastar até 5 milhões de reais
na desapropriação do campo

Um
tema que vem deixando a comunidade desportiva do Subúrbio Ferroviário
preocupada, provocando reuniões, resenha e muito o que falar é a possível
reintegração do campo de Periperi ao Atacadão Reconvoco.
Relembrando:
No período eleitoral, quando da reeleição do ex-prefeito João Henrique e o
ex-vereador Sandoval Guimaraens, foi elaborado um projeto de desapropriação do
campo que havia sido arrematado em um leilão trabalhista  Atacadão Recôncavo.
Os
anos se passaram e até o momento não foi feito qualquer pagamento da referida
desapropriação.
Diante
dos fatos a diretoria que administra o campo solicitou do Vereador Orlando Palhinha
– DEM uma audiência pública para discutir o assunto.
Na contramão
A intenção da Audiência Pública convocada a
pedido da diretoria do campo,  é que a
prefeitura gaste cerca de 5 milhões de reais na desapropriação do campo de
Periperi.
O campo experimenta um período de decadência
desde a morte do mantenedor e ex-vereador José Pires Castello Branco, grande
incentivador do esporte e responsável pelo sucesso do clube e do campo nas
décadas de 60 a meados da década de 90. 
Com a o afastamento do ex-vereador, tanto o clube quanto o estádio
entraram em decadência que culminou no leilão do estádio devido a causas
trabalhistas.
 O
clube, por sua vez, mantém-se vivo graças a aquisição de parte dele por uma
denominação evangélica, Ministério Internacional de Salvador – MIR. Não
existindo mais associados para contribuir com sua manutenção.
Neste meio tempo, o bairro de Periperi vem
experimentando um acelerado progresso comercial. Atualmente, o bairro conta com
duas agências bancarias, quatro supermercados, incluindo o Todo Dia, e mais de
duas centenas de lojas variadas, clinicas médicas e uma vasta rede de serviços.
Em locais como a Praça da Revolução, são erguidas construções que se cogita
abrigar  lojas e bancos ou clínicas.
Todos estes investimentos são de origem privada.
Ao seu turno, o poder público segue devendo
ao bairro reformas e melhorias, como a do Centro de Abastecimento cuja obra
encontra-se parada a mais de 6 anos. A feira livre que deverá ser abrigada nas
dependências do Centro de Abastecimento é exemplo de precariedade com esgotos
correndo a céu aberto, alto índice de contaminação e sem condições alguma de
comercialização de alimentos perecíveis, como peixes e carnes. Sendo relatado
varias mortes de feirantes devido a contaminação por urina de rato.
O fato da prefeitura ser instada a
desembolsar cinco milhões de reias para desapropriar uma área que não trará
impacto econômico positivo para a região, em detrimento de realizar melhorias
necessárias para impulsionar o comércio e o desenvolvimento do bairro, soa de
forma estranha tendo em vista que, segundo informações colhidas entre comerciantes
da região, o campo foi comprado em leilão por uma grande rede de atacado que na
área pretende erguer um grande supermercado.
Se confirmando esta possibilidade, o bairro
ganharia empregos diretos e indiretos, o município passaria a arrecadar mais
impostos e, consequentemente, teria como melhorar todo o entorno do bairro.
Resta saber qual é a prioridade do município de Salvador: Gastos ou melhorias
que beneficiem a coletividade.
Júlio Sousa

DRT – MT no. 4509/Ba.

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