Siglas desenham possíveis cenários depois das novas filiações partidárias

As filiações que tiveram prazo findado para aqueles que querem se candidatar nas eleições estaduais de 2014 criaram perspectivas para o cenário eleitoral de 2014. As mudanças deram nova cara à Câmara de Vereadores de Salvador, à Assembleia Legislativa da Bahia e à Câmara Federal.
No Parlamento municipal, as novas siglas PROS e Solidariedade foram a porta de saída. Ana Rita Tavares, ex-PV que deve se candidatar para deputada federal, e Davi Rios (ex-PSD) que irá concorrer para estadual, foram confirmados no PROS, coordenado na Bahia pelo deputado federal e secretário municipal Maurício Trindade. Não vai se candidatar no próximo ano, mas avalia entrar na sigla, a vereadora Kátia Rodrigues. Com isso, o PMN pode sumir da Câmara.
Conforme rumores, ainda estariam avaliando um possível ingresso no PROS os vereadores Isnard Araújo (PR) e Alemão (PRP), porém, como devem disputar – o primeiro pra federal e o segundo para estadual –, eles não mudariam de destino. Trindade fez um balanço positivo do partido que foi criado três dias antes do prazo final de filiações. “O partido está bem arrumado na Bahia. Ainda estamos conversando com muita gente que está fazendo contas”, afirmou, destacando a linha de oposição no Estado e a aliança com o poder municipal. No Partido Solidariedade, comandado na Bahia pelo deputado federal Marcos Medrado, ingressou o vereador Geraldo Júnior (ex-PTN), que irá disputar uma cadeira na AL.
Partidos querem ampliar bases
Porém, segundo Medrado, existe a possibilidade de ingresso de outros políticos do interior baiano que não vão disputar em 2014 e que têm até o dia 24 para se filiarem, assim como de lideranças que vão se candidatar pela primeira vez. “Este é um momento muito bom para a democracia. É um partido porta de fábrica, criado por um sindicalista e que tem como bandeira defender o trabalhador”, ressaltou.
Além de Medrado que saiu do PDT, o Solidariedade abraçou os deputados federais Arthur Maia (ex-PMDB) e Luiz Argolo (ex-PP). A maioria segue o governo Dilma. O partido será ligado ao governo Wagner (PT) e, em Salvador, está com o prefeito ACM Neto (DEM). Na AL, os deputados se movimentaram dentro do mesmo campo, mas preferiram apostar nos partidos tradicionais. A sigla que saiu mais fragilizada foi o PR, que agora fica apenas com o deputado Reinaldo Braga.
Os ex-republicanos Sandro Régis e Elmar Nascimento ajudaram a engrossar as fileiras do DEM, partido que tem agora sete deputados. A também ex-republicana Graça Pimenta deu vazão para o crescimento do PMDB, que surpreendeu também pela filiação do aliado de Neto, Bruno Reis. Ele estava no PRP que agora fica apenas com Jurandy Oliveira.
Já o PMDB fica com cinco parlamentares. O PSC também perdeu para o DEM Targino Machado. Em compensação ganhou dois com a entrada de Maria Luiza Orge e Sargento Isidório, elevando para três representantes.
Lilian Machado

