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Luta por direitos dos autistas terá mobilização no Parque da Cidade

Muitas são as mobilizações vêm sendo feitas a nível nacional para que a Lei Federal nº 12.764/2012 seja cumprida. Unindo-se ao movimento nacional, a Associação de Amigos do Autista (AMA-BA) promove nesse domingo (1/9), um dia de mobilização acerca dos problemas que os autistas enfrentam diariamente. A mobilização acontecerá no Parque da Cidade às 9h e contará com familiares e profissionais da área de saúde irão se reunir para lutar pelo cumprimento da lei.
A ideia é sensibilizar a sociedade quanto à implantação da Lei Berenice Piana para a inclusão dos autistas na educação, nos serviços de saúde, assistência e do crescimento do movimento social no país. A Lei nº 12.764, aprovada no Congresso Nacional, sancionada pela Presidenta Dilma e publicada no dia 28/12/2012 – Lei Berenice Piana, representa um avanço na trajetória de luta por direitos da classe autista.
A sanção de uma lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo significa o compromisso do país na execução de um conjunto de ações, nos três níveis de governo, necessário à integralidade das atenções a estas pessoas. Ora sancionada, a lei irá proteger e, ao mesmo tempo, eliminar qualquer forma de descriminação, reafirmando todos os direitos de cidadania de um autista.
Estima-se que, na Bahia, existam cerca de 70 mil autistas, onde muitos não recebem nenhum tipo de intervenção pedagógica e psicossocial, o que compromete seu desenvolvimento e inclusão na rede regular de ensino.
A AMA-BA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e seu objetivo é prestar assistência às pessoas autistas no estado. Sem fins lucrativos, a instituição realiza atendimento pedagógico à pessoa com autismo, proporcionando saúde, lazer, trabalho e inserção na sociedade.
De acordo com a presidente da AMA-BA Rita Brasil, a instituição conta com um convênio técnico com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) e da Secretaria Municipal de Educação (SME). “Eles cedem professores e nós encarregamos de prepará-los para trabalharem com pessoas autistas” explicou.
Hoje, a instituição acolhe cerca de 150 autistas na faixa etária entre 02 e 27 anos. A AMA-BA oferece suporte pedagógico, psicomotricidade, intervenção precoce, atendimento médico além de apoio, informação e orientação extensivo aos familiares e a comunidade acadêmica. A instituição tem uma página na internet onde contam toda sua história, como participar e como ajudar. Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho pode acessar a página através do endereço: http://www.ama-ba.org.br.
(Tribuna)

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