Vereador Palhinha:Tratamento Gratuito para Dependentes Químicos urgente
As cenas vistas ontem no principal telejornal do estado, onde uma cidadão foi obrigada a amarar o tio em uma passarela a espera de atendimento médico para ele que é dependente de drogas, nos rementem a uma discussão antiga: A necessidade de Centros gratuitos para tratamento de dependentes químicos.
Antes de entrar neste assunto, é importante lembrar que quando falo em Centros de Recuperação não estou referindo a estruturas como o CRAS ou similares. Estou falando de estruturas custeadas pelo estado ou município onde os dependentes químicos possam estar hospedados e recebendo tratamento de desintoxicação feito por profissionais capacitados para isso.
Talvez, para o especialista que lê este artigo, esta seja uma solução ultrapassada e que priva o paciente do convívio familiar e de sua liberdade. Entretanto, como regra geral não quero abordar este assunto por esta ótica que, apesar de ser muito disseminada nas rodas acadêmicas, só serve para reduzir custos com tratamentos e obrigar as famílias a lidarem com situações para as quais não estão preparadas. Enquanto isso, é comum ver os dependentes que frequentam estas estruturas reincidirem no uso de drogas e famílias completamente desesperadas em busca de atendimento para seus filho e filhas.
As cenas de ontem no telejornal das sete, podem ser incomuns para que não possui dependentes químicos em suas famílias, mas são extremamente comuns para quem convive diariamente com pessoas que estão presas as redes das drogas.
Centros de Recuperação para Dependentes Químicos, em Salvador, são particulares ou estão ligados as igrejas ou a entidades ligadas a doutrinas variadas. Atendem à população de Salvador que confia seus entes queridos. Nos Centros religiosos, o tratamento é gratuito e segue a doutrina filosófica das Igrejas as quais estão ligados. Os Particulares, como o próprio nome sugere, cobram pelo tratamento e são frequentados por quem pode pagar pelos serviços ali prestados.
Estes modelos existem, funcionam e tem produzido excelentes resultados para a sociedade.
Ficam as perguntas: Por que não existem Centros de Tratamento Públicos para Dependentes Químicos? Quais os motivos que levam o estado e o município a não possuírem tais estruturas, cada vez mais necessárias devido a crescente avanço das drogas em nossa sociedade? É bom lembrar que, embora atinja a todas as classes sociais, as maiores vítimas das drogas são os jovens que vivem nas periferias. Seriam estes os principais beneficiados pela existência de Centros de Tratamento Públicos para Dependentes Químicos.
Estes Centros atenderia, prioritariamente, a pessoas que não podem pagar pelo tratamento particular ou que não desejam ter seus pacientes tratados em centros confessionais, ligados a uma religião.
Sou autor de um Projeto de Indicação que propõe justamente a criação destes centros. Compreendo que o estado e o município não podem se propor apenas a fornecer tratamento ambulatorial e, ao fim do dia, devolver o problema para a família como se tudo estivesse resolvido. Não está e as consequências aparecem nos noticiários policiais dos nossos veículos de comunicação.