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Estudo brasileiro acha mais velho gêmeo do Sol

Uma pesquisa liderada por instituições de pesquisa do Brasil e que utilizou telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, identificou o mais velho gêmeo solar já descoberto. A estrela resolveria o chamado “mistério do lítio” no Sol e ainda pode conter planetas rochosos, assim como a Terra. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira na Universidade de São Paulo (USP).
Os gêmeos solares são estrelas com mesma massa e composição química similar ao Sol. Como estes são os dois fatores mais importantes na evolução de uma estrela, os cientistas podem estudar um gêmeo como se fosse o passado ou o futuro do Sol.
A pesquisa da USP descobriu estudou dois gêmeos solares, um potencialmente mais jovem mais jovem (18 Sco) e outro mais velho (HIP 102152). O estudo, que usou os telescópios instalados no Chile, não apenas confirmou a hipótese, mas descobriu que a segunda estrela não só é mais velha que o Sol – é o gêmeo mais velho conhecido deste.
O mistério do lítio
Uma das dúvidas que os cientistas tentam resolver ao estudar os gêmeos solares é o chamado “mistério do lítio”. Acontece que o Sistema Solar tem menos desse elemento químico do que a nebulosa – a nuvem de gás e poeira – da qual nossa vizinhança se formou. Isso indica que o elemento foi consumido pela evolução do Sol, ou pela formação dos planetas. 
O estudo brasileiro descobriu que o gêmeo mais jovem tem mais lítio que o nosso Sol, enquanto a HIP 102152 tem menos. Outros dois gêmeos foram analisados e o resultado indica uma correlação muito estreita entre a quantidade de lítio e a idade da estrela. 
Outras Terras
Estudos anteriores indicam que o Sol tem uma quantidade peculiar de certos elementos químicos em relação à maioria de seus gêmeos. A nova pesquisa indica que HIP 102152 tem uma abundância química similar à nossa estrela. Isso indica, afirmam os cientistas, que ela pode abrigar planetas rochosos, assim como o Sistema Solar. 
(Terra)

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