O que dizem as vozes (ao fundo) das ruas

Leitora, provavelmente economista, escreve e pergunta de chofre: “Quais as consequências econômicas do vandalismo ocorrido durante as manifestações? Quais as causas econômicas das passeatas?”
Há uma maneira simples e fácil de responder a primeira pergunta: estudo da FGV estima que os danos possam ultrapassar R$ 500 milhões, considerando-se apenas cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Recife). De acordo com o mesmo estudo, levando-se em conta todas as cidades onde ocorreram atos de vandalismo, os danos podem chegar a R$ 700 milhões.
Esse cálculo, contudo, deixa de lado – pela óbvia dificuldade de quantificar seus efeitos – os prejuízos decorrentes das depredações e dos saques. O estudo leva em conta a queda do faturamento, o fechamento antecipado das lojas comerciais e a redução do expediente nas empresas.
Também não considera os danos morais decorrentes da ação dos vândalos e ignora igualmente os custos adicionais de segurança nas lojas e nas propriedades públicas para defender esses imóveis no futuro.


