Brasil vai ganhar parques temáticos do game ‘Angry Birds’


A Rovio, desenvolvedora finlandesa do jogo Angry Birds, anunciou nesta quarta-feira uma parceria com a rede de shopping centers BRMalls: a partir de julho, 32 centros comerciais do Brasil terão parques temáticos inspirados nos famosos pássaros enfezados. Até agora, somente Grã-Bretanha, Finlândia, China e Estados Unidos contam com parques temáticos dos personagens do game. Segundo o acordo, 5 milhões de reais serão investidos na iniciativa brasileira.
Os primeiros shopping centers a receber a nova área de entretenimento estão nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Curitiba. Para Ruy Kameyama, diretor de operações da BrMalls, o público busca lazer nos shoppings, estratégia que é aprofundada com o lançamento dos parques. “O público vai poder vivenciar o que já experimentou nos smartphones e tablets”, diz Kameyama.
Peter Vesterbacka, diretor de marketing da Rovio, exibiu entusiasmo com o sucesso da marca e a parceria. “O Angry Birds só pode ser comparado ao Tetris em termos de popularidade. Existem mais pessoas no mundo jogando Angry Birds do que acessando o Twitter”, afirmou o executivo finlandês. Para Vesterbacka, a resposta aos parques tem sido positiva em outras regiões, onde mais de 40 milhões de pessoas já passaram por esses espaços de entretenimento. “Esse é só o começo. Queremos aumentar ainda mais a nossa presença no Brasil”, diz.
A Rovio pretende utilizar o formato ainda para fechar parcerias de licenciamento com outros varejistas. “O Angry Birds não é uma marca digital ou física. O que queremos é entregar uma experiência completa”, diz o executivo. Para aproximar o público brasileiro do universo do jogo, a empresa prevê a customização dos personagens, a exemplo do que acontece em Angry Birds Rio. “Na China, adaptamos a nossa marca a importantes eventos do calendário cultural, como o Ano Novo chinês e o Festival da Lua.” Por aqui, a estratégia poderia produzir pássaros com características bem brasileiras.
Questionado sobre a crise que atinge as companhias de jogos para dispositivos móveis e plataformas sociais, como Electronic Arts e Zynga, respectivamente, Vesterbacka repete seu mantra: “Não somos uma empresa de desenvolvimento de jogos mobile ou sociais. Somos uma empresa de entretenimento. Queremos que nossa marca seja conhecida por cem anos e não por cem dias”, disse o executivo, usando como exemplos personagens como Mickey Mouse, da Disney, e Hello Kitty, da japonesa Sanrio, que continuam populares décadas depois de suas estreias.
Brasil — A Rovio incluiu definitivamente o país em seu mapa de negócios. Atualmente, 1% dos colaboradores da companhia (seis funcionários) são brasileiros. De olho na paixão local pelas redes sociais — o Brasil é a segunda maior comunidade de usuários do Facebook, atrás somente dos Estados Unidos —, a empresa estuda fazer o lançamento global de Angry Birds Friends para smartphones e tablets (o jogo já está disponível em sua versão social) no país. A previsão é de que isso aconteça no início de maio.
(Veja)

