No Cemitério Quinta dos Lázaros é preciso senha para enterrar alguém

Continua a “operação tartaruga” dos coveiros do Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas. Com os salários atrasados desde novembro e sem receber o décimo terceiro, os coveiros estão trabalhando, literalmente, em “câmera lenta”. Os enterros estão sendo realizados mediante agendamento e senha.
De acordo com Edson Araújo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp), o cemitério, único da cidade administrado pelo governo do Estado, realiza diariamente dez enterros gratuitos, mas, com o movimento dos coveiros, estão sendo feitos apenas de dois a três.
A empresa White Limp Empreendimentos e Serviços de Manutenção é a empresa terceirizada responsável pelos trabalhadores. São três meses de salários atrasados. Nem o Estado nem a empresa mantiveram contato com a direção do sindicato, então a greve continua. “Os coveiros não têm como trabalhar sem receber”, justificou Edson Araújo.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) diz que a direção da empresa terceirizada garantiu que já pagou um salário atrasado e que fará o depósito de outro, único que ainda estaria pendente, conforme afirmou a empresa terceirizada. No total, são 12 coveiros que trabalham no cemitério, sendo quatro contratados pelo Estado e oito terceirizados.


