Há sérios riscos para a população e turistas durante o Carnaval de Salvador, afirma vereador Luiz Carlos Suíca (PT)

O vereador Luiz Carlos Suíca (PT), nesta quinta-feira, 31, recebeu e apurou denúncias de graves problemas na área de saúde pública que representam sérios riscos para a população e turistas durante o Carnaval de Salvador. “Visitamos a central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e constatamos que dos 28 desfibriladores existentes 14 são fixos e oito estão com defeitos diversos. Para piorar, visitamos também a empresa que presta serviços de manutenção aos equipamentos. A prefeitura deve cerca de R$ 300 mil à empresa. Claro que os equipamentos não serão entregues para o carnaval. Vamos encaminhar tudo o que apuramos para o Ministério Público. Em parceria queremos o esclarecimento de todas as irregularidades”, afirma Suíca.
“Estou preocupado diante do caos que constatei no dia hoje. A empresa está sem receber e não é a autorizada pelo fabricante e sim outra. O desgoverno do ex-prefeito João Henrique coloca a população em risco. O atendimento e o tratamento de situações emergenciais fazem parte de um sistema de cuidados especializados. A assistência rápida, eficiente, segura e com conhecimento leva ao sucesso no atendimento, na restauração de vidas ou na diminuição de sequelas decorrentes da parada cardiorrespiratória. Não se pode esperar atendimento adequado com equipamentos quebrados e os que estão em uso com manutenção questionável”, avalia Luiz Carlos Suíca.
O vereador Luiz Carlos Suíca argumenta que não deseja que os desfibriladores sejam retirados dos postos de saúde para serem utilizados no circuito do carnaval. “Não adianta cobrir um santo e descobrir outro. A prefeitura deve procurar uma ação imediata e urgente para resolver a questão. A intervenção precoce diminuiu significativamente as mortes por parada cardiorrespiratória. Volto a repetir que estou preocupado para que não tenhamos que lamentar depois. Não se faz atendimento adequado sem equipamentos corretos e perfeitos para uso. Que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) averigue o problema e o corrija. Quando se lida com vidas humanas, ainda mais diante de uma festa que aglutina milhões de pessoas, nada pode ser improvisado. Exigimos uma ação mais que imediata porque a redução do tempo resposta pode significar que vidas não serão perdidas”.

