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Será economicamente viável a produção de carne no futuro?

A prática do confinamento intensivo de animais começou há apenas 40 anos, mas não deve durar outros 40 do jeito que está hoje.
Não só por causa dos maus tratos a que estamos submetendo nossos animais, mas também porque a lógica por trás da prática se baseia em conceitos que não serão mais aceitos no futuro.
Para saber por quanto tempo o confinamento vai continuar e o que será feito depois para alimentar a população mundial, o site Io9 conversou com alguns especialistas:
Por que o confinamento intensivo de animais está condenado?
O confinamento se baseia na disponibilidade de milho barato. Antes de 1973/74, os porcos e frangos não comiam milho, de acordo com Evan D. G. Fraser, professor de geografia da Universidade de Guelph e coautor de “Empires of Food: Feast, Famine and the Rise and Fall of Civilizations” (Impérios de Comida: Banquetes, Fome e a Ascenção e Queda de Civilizações, em tradução livre).
O milho começou a ser usado na alimentação dos animais com a lei de agricultura dos EUA, que começou a ser posta em prática nos anos 70. Ela subsidiava os produtores de milho, mas fez isso a tal ponto que eles tinham mais milho do que podiam vender.
E para que o milho continuasse barato, era preciso ter água, muita água. Atualmente, os pecuaristas americanos estão sofrendo com a alta do preço do milho, alavancada pela seca, segundo Evan. “O confinamento como nós conhecemos hoje é realmente predicado na disponibilidade de milho barato. Os dias de milho barato provavelmente acabaram, se não estiverem para terminar”, diz ele.
(Jornal da Ciência)

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