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Hospital faz diagnóstico de câncer de longe

O Hospital do Câncer de Barretos  conta agora com uma novidade no diagnóstico do câncer de pele. A descoberta da doença pode ser feita à distância, apenas com uma foto enviada por e-mail.

“Enfermeiros e responsáveis pela rede de saúde de outras cidades são convidados a fazer um treinamento de três dias em nossa unidade para que possam iniciar o trabalho em suas cidades. Aqui eles aprendem inclusive como tirar a foto corretamente”, disse o médico Carlos Eduardo Goulart Silveira, responsável pelo Instituto de Prevenção do Hospital do Câncer de Barretos.

De acordo com o médico, essa medida foi tomada devido à escassez de especialistas em diversas regiões do país. “Há cidades com um déficit lamentável de profissionais disponíveis para atender a população. O correto seria que um médico atendesse 250 pessoas no máximo. Mas a realidade mostra que em determinadas cidades, um médico tem que atender mais de 9 mil pessoas”.

O hospital recebe as fotos sem nenhum tipo de custo. A resposta é dada no mesmo dia do envio. Caso seja detectada alguma possível evidência de câncer, a pessoa é convocada para ir até Barretos passar por uma avaliação presencial, também gratuita. “Se forem encontradas características de uma lesão maligna, nós oferecemos uma consulta na mesma semana para que o diagnóstico seja concluído”, disse o médico.

Segundo ainda o especialista, a taxa de concordância entre os exames feitos pessoalmente e os feitos por meio da fotografia chegou aos 85%. “Além de ser um índice de diagnóstico alto, o paciente ainda tem o privilégio de só se deslocar até Barretos se for necessário”.
Desde a implantação desse sistema de diagnóstico, mais de 900 fotos foram analisadas. Neste ano, 50 pessoas foram detectadas com a doença e seguem em tratamento no hospital. O médico espera que os profissionais da Saúde de Rio Preto estejam capacitados até o primeiro trimestre de 2013 para aderirem ao sistema virtual de diagnóstico. 

Além das cidades da região de Barretos, como Colina, Bebedouro, Viradouro e Guaraci, outros 200 profissionais já foram treinados nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Pará. “A intenção é que todas as regiões do Brasil tenham pessoas preparadas para esse sistema”, disse o médico.

Sobre a doença /O câncer de pele é o tipo de câncer com maior incidência em todo o mundo, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Em 2012, estimam-se  que mais 130 mil pessoas sejam diagnosticadas com a doença. 

Em Rio Preto, foram detectadas, de janeiro até agora, mais de 1200 casos somente no Hospital de Base, segundo o médico João Roberto Antonio, responsável pelo setor de dermatologia do hospital.
Os índices da doença na cidade crescem a cada dia motivados por fatores étnicos e climáticos. “Rio Preto tem uma alta incidência de câncer de pele principalmente por causa do excesso de exposição solar e da origem da população, em sua grande parte europeia”, disse o médico.

As pessoas de pele e olhos claros são mais suscetíveis à manifestação da doença, segundo ainda o especialista. Como a maioria da população rio-pretense está enquadrada nesses fatores de risco, as ações de combate a este tipo são cada vez mais intensificadas na região.

Prevenção deve ser valorizada para diagnóstico eficazO desenvolvimento do câncer de pele não acontece de um dia para o outro, por isso a importância de sempre estar atento a possíveis sinais na pele. “O efeito cumulativo do sol é o principal responsável para que o câncer aconteça  em menor ou maior grau”, diz o médico João Roberto Antonio, responsável pelo setor de dermatologia do HB.

A idade média para manifestação do câncer é aos 40 anos, segundo o médico. “Nessa idade é indispensável que a pessoa fique atenta à feridas que mudam de aspecto e que não melhoram com remédios”, disse.

Uma das facilidades quanto ao diagnóstico do câncer de pele é o aspecto externo. “Pintas pretas, pigmentadas e lesões machucadas devem alertar a pessoa. A possibilidade de cura é grande, desde que diagnosticado precocemente”, afirma o médico.
Há dois tipos de câncer que podem ser diagnosticados, os melanomas e os não melanomas. O primeiro caracteriza-se pelas pintas em tons escuros, com diâmetro maior que 6 mm. O segundo é caracterizado por lesões que sangram incessantemente e não cicatrizam.  “Os melanomas atingem cerca de apenas 4% das pessoas, mas seu índice de mortalidade é muito alto. Já os não melanomas lideram os casos da doença, mas a taxa de mortalidade não chega a 1%”, afirma o médico.(Terra)

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