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Após vitória palestina na ONU, Israel ‘construirá 3 mil novas casas de colonos’

Israel autorizou a construção de mais de 3 mil residências nos territórios palestinos ocupados, indica a mídia israelense. As casas de colonos devem ser construídas em Jerusalém Oriental e Cisjordânia que, juntamente com a Faixa de Gaza, foram conquistados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e são reivindicadas pelos palestinos para seu futuro Estado. Apesar de ter-se retirado de Gaza em 2005, Israel ainda controla a maioria dos acessos ao enclave.

A decisão é anunciada um dia depois de a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ter reconhecido de forma implícita um Estado palestino ao elevar o status da Autoridade Palestina, de Mahmud Abbas, de “entidade observadora” para ” Estado observador não-membro ” – ação rejeitada por Israel e EUA.
Abbas disse que não voltará à mesa de negociações enquanto Israel continuar expandindo assentamentos na terra conquistada durante o conflito. Atualmente, 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, borrando as divisas de 67.
Além de uma suspensão parcial de dez meses que terminou em setembro de 2010 e fracassou em possibilitar negociações de paz sustentáveis, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusou-se a congelar a construção dos assentamentos.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, algumas das novas unidades serão entre Jerusalém e o assentamento de Maaleh Adumim. Planos para construir colônias na área, conhecida como E1, são fortemente combatidos pelos palestinos, que dizem que elas cortarão a Cisjordânia em duas, evitando a criação de um Estado palestino contínuo.
Em novembro de 2011, após a concessão do status de membro da Unesco à Palestina, Israel também acelerou a construção nas colônias da Cisjordânia ocupada.
‘Passo histórico’
Abbas qualificou de “passo histórico para a independência” a votação da Assembleia Geral, mas admitiu que ainda há “um longo caminho” pela frente e propôs ao Hamas, que domina a Faixa de Gaza desde 2007, o fim das divisões.
“Estamos comprometidos em obter nossos direitos por meio da paz e de negociações e não temos medo de continuar realizando qualquer esforço possível para atingir nosso objetivo de forma pacífica.” “Internamente, os palestinos têm uma ferida, a divisão, e agora é o momento de acabar com isso, é o momento da reconciliação entre os palestinos”, concluiu
O título de “Estado observador não-membro” é usufruído por outros, como o Vaticano, e dará aos palestinos acesso a outras organizações internacionais, mas não direito a voto na Assembleia ou de propor resoluções nem postular-se a cargos na ONU.(BBC)

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