PT quer a presidência da UPB na Bahia

Após abrir mão da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa ao declarar apoio à reeleição do deputado Marcelo Nilo (PDT) e ainda coroar o nome do deputado Gildásio Penedo (PSD) na indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o PT dá brechas de que vai perseguir a cadeira da União Nacional dos Municípios (UPB).
Embora o discurso seja o de “aglutinação das forças” e de que está “em jogo a unidade da base”, onde as disputas estão articuladas dentro de um mesmo tabuleiro que envolve 2014, a sinalização é de que os aliados devem ficar de fora da briga pela UPB, hoje comandada pelo prefeito em final de mandato, Luiz Caetano (PT).
Pelo menos esse é o recado do presidente estadual do PT, Jonas Paulo, que disse que o PT vai se apresentar no pleito. Ele relatou que já conversou com o governador Jaques Wagner (PT) e com o vice-governador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, sobre assunto e que haveria abertura para mais entendimentos.
Conforme Jonas, o governador o parabenizou pelas conversações que geraram a concordância em torno da eleição na Assembleia e reforçou a necessidade de união dos partidos.
Entretanto, apesar de revelar o projeto do PT de buscar a manutenção do espaço na entidade, ele disse que o partido ainda não definiu quem será o candidato e ainda condenou qualquer precipitação.
“Ninguém é candidato de si mesmo. O PT ainda não autorizou ninguém a ser candidato. Não respondo por nenhum ato isolado de quem quer que seja. Vamos dialogar”, disse.
Até o momento são pré-candidatos pelo PT, a prefeita de Cardeal da Silva, (PT), nome defendido por Caetano e pela sua esposa, a deputada estadual Luiza Maia (PT) e o prefeito reeleito de Santo Amaro, Ricardo Machado (PT), que teria como cabo eleitoral o secretário chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Correm por fora os nomes de José Bonifácio (PT), de Rui Barbosa e Wilson Cardoso (PSB), de Andaraí.
Fora do PT, a candidatura que se emerge é a do prefeito de Santo Estevão, Orlando Santiago (PSD). Ele já presidiu a UPB no biênio 2007-2008.
O presidente do PSD, Otto, que não escondia que poderia trabalhar pela postulação já admite se render a uma costura que resulte numa única candidatura dentro da base governista. “Vai ter uma reunião entre os partidos para que se busque um candidato de consenso”, disse, ratificando em seguida que Santiago seria uma das opções.
“Está dentro dos planos, mas ele não tem isso como algo irredutível. Trata-se de algo que pode negociar”, disse ao reforçar que a conversação prevalecerá dentro do conselho político do governo. Otto minimizou o posicionamento de Jonas Paulo, que lembrou o apoio cedido ao PSD para o TCE.
“Não é o apoio por troca, mas pode ser de qualquer partido. Estamos abertos para conversar”. O líder pessedista acrescentou que é “natural” a disposição do PT.(TB)

