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Comunidade de Coutos tenta tirar da UTI o Hospital João Batista Caribé

A Frente de Lideranças do Subúrbio Ferroviário de Salvador, que reúne líderes comunitários da região, foi à sede da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, no CAB, ontem, com a missão de falar com o secretário Jorge Solla sobre a situação do Hospital João Batista Caribé, em Coutos.
O grupo queria ter a certeza de que a emergência do hospital não iria ser fechada, como foi anunciado pelos seus funcionários à comunidade. A informação ganhou força nas últimas semanas por conta da precariedade no atendimento e até ausência de médicos nos dois últimos finais de semana.
Atendidos pelo secretário, o grupo obteve a promessa de que a emergência do hospital será reestruturada e não fechará sem que outra unidade de atendimento seja implantada na região para substituí-la.
Jorge Solla, no entanto, confirmou que existe um projeto que pretende transformar o hospital em uma maternidade de referência, o que previa o fechamento da emergência.
“Temos esse projeto, mas tudo pode ser modificado para que a comunidade tenha o melhor atendimento possível. Vamos discutir o futuro, mas por agora vamos resolver o problema da urgência do hospital”, disse o secretário.
Solla fez questão de ressaltar que os problemas do atendimento da emergência do hospital são consequência da má administração da saúde pela Prefeitura. “O governador Jaques Wagner abriu oito postos de saúde, duas unidades de pronto atendimento (UPA) e o Hospital do Subúrbio para atender a população do Subúrbio Ferroviário. O problema é que os postos e a UPA de Periperi, que estão a cargo da prefeitura, não funcionam devidamente, forçando a população a lotar a UPA de Escada e necessitar ainda do João Batista Caribé”, informou.
Segundo o secretário, caso os postos de saúde e as UPAs estivessem cumprindo sua função a contento, o projeto de fechar a emergência do hospital de Coutos seria levado adiante. “Acho que a reivindicação da comunidade é pertinente, vamos fazer todo o possível para que o atendimento no João Batista Caribé volte ao normal”, disse.
O secretário explicou também os problemas no atendimento do hospital, que está causando a indignação da comunidade. “O problema é que parte da equipe que trabalhava no hospital foi transferida para a UPA de Periperi, quando essa foi inaugurada no dia 26 de outubro, o que já era parte do planejamento que tínhamos para o hospital. Mas o planejamento dependia do bom funcionamento das UPAs e dos postos de saúde. Como isso não está acontecendo, vamos conseguir novos profissionais para o hospital. Acreditamos que em 15 dias este problema estará sanado”, afirmou.
Para tentar resolver o problema de demanda excessiva pelo qual os hospitais e UPAs da região vêm passando, e que fez parte das reivindicações dos líderes comunitários do Subúrbio Ferroviário, o secretário deu o primeiro passo.
“Vamos marcar reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde para encontrarmos soluções que levem os postos de saúde e as UPAs a funcionarem como deveriam e assim não sobrecarreguem o sistema de atendimento da região”, disse, acrescentando que cerca de 70% das pessoas que chegam às UPAs e aos hospitais do Subúrbio, poderiam ser atendidas pelos postos de saúde e não são.(TB)

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