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A jovem esperança brasileira contra o câncer

Suzana Kahn e Renata Pereira

Duas pesquisadoras brasileiras foram selecionadas pelo programa Pew Latin American Fellows Program in the Biomedical Sciences (Programa Pew de Parceiros Latino-americanos em Ciências Biomédicas) para receber uma bolsa de pós-doutorado nos Estados Unidos em suas áreas de interesse. Suzana Kahn e Renata Pereira realizam estudos sobre o câncer. 
Suzana estuda o glioblastoma, um tipo de câncer que afeta o cérebro do paciente. Ele costuma ocorrer em pessoas entre 40 e 60 anos e suas causas ainda não são conhecidas. Já a pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações no DNA causadas por proteínas e a leucemia, tipo de câncer que atinge o sangue.
O programa de bolsas para o qual elas foram selecionadas existe desde 1991 e é voltado para pesquisadores latino-americanos em nível de pós-doutorado. Além de um salário anual de 30.000 dólares (aproximadamente 5.000 reais por mês), durante dois anos, o bolsista recebe um adicional de 35.000 dólares quando retorna a sua país de origem após o término do programa, com objetivo de que ele possa montar seu próprio laboratório. O programa é promovido pela The Pew Charitable Trusts, instituição que incentiva a busca pelo conhecimento focado em grandes problemas mundiais. Ela foi criada pelos filhos de Joseph N. Pew (1886-1963), fundador da petroquímica Sun Oil Company, atual Sunoco.

Tumores cerebrais – Os glioblastomas, pesquisados por Suzana, são tumores de difícil tratamento. Mesmo quando a quimioterapia elimina até 99% das células cancerígenas, o 1% que resta é composto por células-tronco tumorais, também chamadas de reservatórios tumorais, que podem regenerar o câncer. 
Incentivo à pesquisa – As duas pesquisadoras já fazem planos para continuarem seus trabalhos no retorno ao país, utilizando o auxílio financeiro fornecido pelo programa. “Quero criar um instituto de células-tronco tumorais para investigar os mecanismos de resistência dessas células à quimioterapia e os efeitos negativos que ela produz”, afirma Suzana.
Renata conta que pretende trazer o projeto de pesquisa da leucemia para o laboratório que criar no Brasil, mas não descarta a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido na área de biologia molecular para outras áreas, de importância mais específica do país, como o estudo de parasitas. “Ao começar um laboratório, a maior dificuldade é conseguir recursos para iniciar o trabalho, pois para conseguir verba é preciso ter produtividade. Então a ajuda inicial do programa é fundamental para conseguir financiamentos mais tarde”, diz a pesquisadora.
(Veja)

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