Deputados voltam ao trabalho na AL

Após um mês sem votação e baixa presença nas sessões, motivadas pelas eleições municipais, os deputados voltaram ontem a movimentar o Legislativo estadual ao aprovarem dois projetos em plenário.
Um reorganiza o Conselho Estadual dos direitos da pessoa física e o outro autorizou a alienação de terra pertencente ao Centro Industrial do Subaé (CIS), destinada à implantação ou ampliação de empreendimentos industriais, comerciais ou de serviços.
Embora em clima de embate pelo segundo turno nos municípios de Vitória da Conquista e Salvador, os parlamentares acordaram quanto à aprovação das matérias. Entretanto a bancada de oposição pediu vistas ao projeto que visa mais um pedido de empréstimo.
Dessa vez a captação de recursos seria no montante de R$126 milhões, junto à Caixa Econômica Federal para investimentos em programas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana. Cinquenta e sete deputados compareceram na sessão ordinária.
O líder da bancada governista, Zé Neto (PT), enfatizou o bom senso da oposição, que cedeu ao acordo e permitiu que a Casa voltasse à sua “atividade normal” com a votação de dois projetos do Executivo. “Houve uma cooperação da oposição no sentindo de restabelecer essa ordem. A questão dos deficientes precisava ser resolvida e do Centro Industrial do Subaé também”, frisou. A ação foi combinada pelo petista com um dos vice-líderes da minoria, deputado Carlos Geilson (PTN), a quem foi sugerido relatar o projeto do Centro Industrial do Subaé.
Geilson destacou a aprovação como uma grande conquista para Feira de Santana, “pois irá refletir na geração de emprego e renda para a região”. “A busca de benefícios para o município está acima de qualquer diferença partidária e sempre que o governo tiver iniciativas que favoreçam a população daremos apoio”, afirmou Geilson. Representante também da região, Graça Pimenta (PR) disse que a iniciativa permitirá que novos investimentos sejam atraídos para Feira de Santana.
Relator do projeto do Conselho Estadual, Sildevan Nóbrega (PRB) destacou que agora será possível deliberar políticas públicas, voltadas à categoria, além de organizar as reivindicações junto à superintendência, subordinada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

