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Salvador reforça atendimento à população carente com Unidade de Pronto Atendimento na localidade de Escada

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 horas, um dos mais importantes programas voltados em prol da saúde pública, que fica na localidade de Escada, no Subúrbio Ferroviário, está reforçando o atendimento de emergência à população carente de Salvador. A primeira UPA da cidade, construída graças a uma parceria público-privada entre o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Saúde (Sesab), e a Faculdade Dom Pedro II, tem capacidade para receber até 600 pessoas por dia em casos de urgência e emergência.
“A UPA visa “desafogar” a superlotação dos leitos no Hospital do Subúrbio, oferecendo uma alternativa de atendimento humanizado e de qualidade para a população carente da cidade”, destaca o Secretário Estadual de Saúde da Bahia, Dr. Jorge Solla. A Unidade do Subúrbio Ferroviário é a primeira UPA Escola da Bahia, servindo de campo para a formação profissional dos estudantes da área de saúde da Faculdade Dom Pedro II.
Estrutura de complexidade intermediária integrada ao Samu 192 e ao Programa Saúde da Família, a UPA possui mais de 30 leitos, entre adultos e pediátricos, com capacidade para 600 atendimentos por dia. Ela funciona como uma estrutura intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais e é utilizada para estabilização de pacientes, definindo a necessidade ou não de transferência para serviços hospitalares de maior complexidade. 
 A unidade, que foi totalmente construída pela Faculdade, é do tipo III segundo a classificação do Ministério da Saúde, que tem por finalidade atender uma população de até 450.000 habitantes. Está equipada tanto para atender a médias emergências quanto casos mais graves, até que os pacientes sejam removidos para um hospital.
Humanização
Valorização da humanização, do acolhimento e da qualidade do atendimento prestado ao paciente. Este é o principal foco do projeto da UPA, cujo objetivo inicial é identificar as diferentes necessidades de saúde de cada paciente. “Inicialmente há um processo de acolhimento de todos os pacientes. Logo em seguida é realizada uma avaliação de risco, para que ele seja atendido de acordo com a gravidade do seu estado de saúde, e não por ordem de chegada”, explica o diretor geral da Faculdade Dom Pedro II, prof. Luiz Brandão. Todos os pacientes que forem à UPA da Suburbana passarão por uma avaliação de enfermagem (triagem), onde serão verificados os sinais vitais, os antecedentes pessoais e cirúrgicos. Após avaliação, os pacientes serão triados por especialidade e gravidade, seguindo protocolos médicos previamente estabelecidos.
 “Tivemos um aumento significativo nos últimos quatro anos, mas ainda temos um déficit muito grande no atendimento de emergência em Salvador e a UPA veio para suprir esta demanda, em especial da população do Subúrbio Ferroviário. Para se ter ideia da situação do nosso Estado, o Hospital do Subúrbio foi o primeiro hospital de urgência/emergência construído na Região Metropolitana de Salvador em 20 anos”, destaca Dr. Jorge Solla. Ele ressaltou que o Governo do Estado está fazendo a maior ampliação de toda a história da saúde pública na Bahia em uma única gestão. Foram inaugurados mais de 500 novos postos de saúde e 1.218 novos leitos hospitalares.
Classificação de Riscos
As UPAs 24 horas são unidades de saúde que priorizam o atendimento de emergência.  É a gravidade do caso – e não a ordem de chegada – que determina a rapidez com que o paciente será atendido. Por isso, casos que não sejam de urgência podem demorar mais a receberem atendimento em uma UPA. Para determinar a urgência de cada caso, a UPA utiliza a “Classificação de Risco”, com base no Protocolo de Manchester (quanto maior a gravidade do caso maior será sua prioridade). Esta classificação garante que pacientes com maior risco sejam atendidos de imediato – o que pode ser fundamental para salvar uma vida.
A classificação é separada em quatro cores: Vermelha para pacientes com risco de morte, Amarelo para pacientes com uma certa urgência, Verde para pacientes sem urgências e Azul para pacientes que têm consultas de baixa complexidade. É a partir desta “Classificação de Risco” que se determina qual o tempo de espera pelo atendimento – que  pode ser imediato ou de até mais de três horas de espera, a depender da demanda.(ASCOM)

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