Deputado baiano defende a unificação das eleições no país

O deputado federal Sérgio Brito (PSD-BA) defende a ampliação do debate em torno da reforma política. Para o parlamentar, a curta periodicidade na realização das eleições brasileiras, impostas por leis “que precisam ser revistas urgentemente, tem causado nítida depreciação da classe política”.
Na visão de Brito “eleger candidatos de dois em dois anos só está sendo possível para aqueles políticos poderosos, que estão no poder há décadas”. Para debater a questão, o deputado defendeu ainda a necessidade de reativar a Comissão da Reforma Política o mais rápido possível.
Além de pregar a realização de eleições gerais de cinco em cinco anos, Sérgio Brito defende o financiamento público de campanha. “Considero uma injustiça fazer uma campanha, hoje, entre um candidato de origem simples, do povo, sem dinheiro e um que representa o poderio econômico vigente em nosso país”.
O deputado baiano não poupou críticas ao atual modelo de campanha ao longo do seu discurso no plenário: “Está claro que o financiamento privado de campanha é a gênese dos muitos indícios de corrupção, seja na prestação de contas, criação de caixa dois, desvios dos mais diversos e criativos, entre outras aberrações”.
De pires na mão
A tese defendida pelo deputado é a de que, “quando o candidato é financiado por impérios financeiros, ele se torna refém desses poderosos, sem falar na humilhação que acaba sofrendo. Chega de ficar com o pires na mão, pedindo ajuda a um e a outro”.
Fazer eleição de dois em dois anos, na visão de Sérgio Brito, é jogar dinheiro no ralo. “é ruim para o Estado, que gasta com a logística operacional. É pior ainda para o candidato, que faz alianças escusas com grupos econômicos, o que é terrível, pois, neste caso, o eleitor não é verdadeiramente representado”.
Sérgio Brito finalizou dizendo que “unificar as eleições, sem reeleição para os cargos do executivo federal, estadual e municipal, além de adotar o financiamento público de campanha é, sem dúvida alguma, respeitar a população e contribuir, mesmo que indiretamente, para o desenvolvimento socioeconômico da nossa gente”.
Outra informação positiva sobre a unificação das eleições é que as obras e programas governamentais não serão interrompidos, como acontece em época eleitoral, onde os governos ficam impedidos de iniciar a execução dessas ações.


