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Ministro do Esporte defende mandatos menores em clubes e entidades

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, defendeu nesta terça-feira que os presidentes de entidades esportivas, federações e clubes de futebol tenham mandatos com duração reduzida e reeleição limitada.
 
Na prática, Rebelo sugeriu que o sistema seja semelhante ao do poder executivo –com mandatos de quatro anos de duração e direito a uma reeleição apenas. O ministro disse que a limitação, que implicaria em uma troca de comando mais frequente nas entidades, seria benéfica para o esporte.


“É uma tese que eu defendo. Se o país está no caminho da democratização, se há um limite de tempo para mandatos de presidente da República, governadores e prefeitos, é natural que na sociedade, nas entidades e nas instituições se procure esse caminho também. Ou seja, a ideia é limitar o tempo do mandato e a quantidade de mandatos”, afirmou Rebelo, após participar de evento para a seleção dos projetos do Programa Petrobras Esporte e Cidadania, no Rio de Janeiro.


Sem citar nomes de entidades específicas, Rebelo disse acreditar que o limite de tempo força o presidente a ter mais compromisso com a solução de problemas. Outro benefício da restrição, disse, seria a criação de novas lideranças para o esporte. “Eu creio que vai ser uma coisa boa para o esporte. Vai ajudar a criar o compromisso de formar novas lideranças.”


COB


Questionado pelos jornalistas se, diante de seu argumento, não seria a hora de haver uma troca de comando no (COB) Comitê Olímpico Brasileiro, cujo atual presidente, Carlos Arthur Nuzman, está na cargo desde 1995 (17 anos), Rebelo adotou o tom político.


“Não é uma questão de julgar quem está no poder agora. É apenas [uma questão] de criar o debate que vai ser bom para o esporte. Não é o comando de tal ou qual entidade que queremos discutir.”


Rebelo usou com exemplo do Palmeiras, que está organizando sua primeira eleição direta para presidente em 97 anos de história. “É um caminho natural no Brasil.”
(Jornal de Floripa)

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