Com greve, Anvisa notifica empresas sobre falta de remédios

Em meio a notícias de um possível desabastecimento de remédios no país por conta da greve de servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a agência informou ter notificado 14 empresas do ramo farmacêutico para que expliquem, em até 24 horas, a situação de seus estoques.
Segundo a nota da Anvisa, medicamentos desses laboratórios foram citados em matérias, nas últimas semanas, como em falta em farmácias e hospitais. Os produtos citados variam de insulina a remédios contra o câncer.
O governo nega, enfaticamente, que a greve tenha impactado na oferta de medicamentos. Apesar disso, médicos e pacientes têm ouvido de fornecedores que há falta de determinados produtos em decorrência da paralisação das atividades da agência.
O setor de exames laboratoriais também aponta falta de produtos, o que impossibilitou a realização de alguns exames pelo país e fez com que os exames mais urgentes fossem enviados para análises no exterior.
NEGOCIAÇÕES
Durante o fim de semana, o Ministério do Planejamento fez várias rodadas de negociação. Além das agências reguladoras, foram recebidos representantes dos funcionários do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), da área de infraestrutura, de gestão e fiscalização, do meio ambiente, controladores de voo, servidores do Itamaraty e fiscais agropecuários.
Servidores da base do funcionalismo público federal devem aceitar hoje o acordo proposto pelo governo –e assim, reduzir de forma expressiva o número de funcionários de braços cruzados.
As carreiras que indicaram ter aceitado a oferta do Ministério do Planejamento são de cargos administrativos em ministérios e órgãos vinculados, com salários mais baixos do que outras categorias que reivindicam aumento.
Servidores das agências reguladoras e agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, ainda não têm data para suspensão da greve.
Na segunda-feira (27), servidores da Fiocruz, fundação vinculada ao Ministério da Saúde, do Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e do Itamaraty decidiram aceitar a oferta de reajuste oferecida pelo governo a categorias do funcionalismo público federal.
Os servidores públicos federais no Distrito Federal também decidiram aceitar a oferta e encerrar a greve.
(Folha)

