Professor Valdélio Santos Silva receberá Medalha Zumbi dos Palmares na CMS

A Medalha Zumbi dos Palmares é dedicada a pessoas atuantes no combate ao racismo, discriminação e intolerância na cidade de Salvador e no estado da Bahia. O evento de entrega da honraria ao Professor Valdélio irá contar com amigos e familiares, representantes de terreiros da capital baiana, além do reitor Lourisvaldo Valentim, da UNEB e da ministra Luiza Bairros, chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
O acadêmico se destaca na batalha nacional contra a desigualdade racial na educação, tendo ação destacada na promoção do acesso de jovens negros e negras à universidade pública. Foi uma luta dele ao lado de colegas que resultou na implementação de cotas raciais na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, processo que foi deflagrado em 2001, apenas dois anos após a chegada do docente na instituição, e inaugurado em 2003, quando ingressaram os primeiros estudantes cotistas na UNEB.
Presidente do DCE da UFBa e presidente do DA de Ciências Sociais na década de 70, o professor Valdélio liderou, em 1975, a enorme e histórica greve dos estudantes, a primeira após a emissão do AI-5, pelo fim do jubilamento e por melhores condições do restaurante universitário. Nos anos 80, fundou a Comissão de Negros do PT, primeira forma de organização de negros petistas. No movimento social negro, contribuiu na Coordenação Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), nos anos 90.
Atualmente, o docente coordena o Projeto “Roda Baiana – Um intercâmbio africano no Engenho Velho: tradição e contemporaneidade, trabalho e cultura”, uma iniciativa da UNEB, através do Centro de Estudos das Populações Afro Indígenas e Americanas. O projeto, também idealizado por Valdélio, busca estudar e desenvolver ações sociais, culturais, educativas e profissionalizantes em 20 Terreiros de Candomblés de Salvador. “A opção por terreiros de diferentes nações decorre da necessidade de potencializar o intercâmbio africano, que já se expressa nas relações entre os mesmos. É também uma demonstração de que se pretende trabalhar a diversidade como um elemento educativo importante para reforçar a idéia de que os diferentes podem se comunicar em distintos planos e conviver respeitosamente com suas particularidades”, afirma o professor.

