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Petistas apostam em aliança com Lídice

Com o projeto de conquistarem pela primeira vez o comando do Palácio Thomé de Souza, os petistas vão tentar afastar qualquer obstáculo no meio do caminho até as eleições que vão ocorrer em outubro. Dentro desse cenário, o partido tem apostado no diálogo e pretende com isso convencer alguns aliados a não se lançarem na disputa. Essa é a tendência a ser construída também com o PSB, da senadora Lídice da Mata. 
Ela reforçou em entrevista à Tribuna a possibilidade de ingressar na briga pela prefeitura, como uma hipótese trabalhada principalmente pela direção nacional de sua legenda. No entanto, lideranças do PT sinalizaram ontem que não acreditam na evolução desse processo e preferem se empenhar para tê-la como forte aliada no pleito.      

Envolvido no clima de pré-campanha e com expectativa de fechar novos apoios, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) tentou desconstruir a tese que corre nos bastidores de que mais uma candidatura dentro da base poderá representar uma ameaça ao projeto do PT de avançar e conquistar o poder Executivo. 
“Tem muito mais gente torcendo que ela (Lídice) saia do que ela mesma. Acho que esse, inclusive, tem sido um papel mais dos adversários dela e dos meus”, ironizou. 
 
O deputado destacou que a senadora tem “legitimidade” para ingressar na disputa, mas acrescentou que muitas águas ainda devem rolar até o prazo final das convenções. “Não tem problema. Agora as convenções vão até dia 30 de junho. Estamos conversando. Conversei longamente com a senadora na semana passada e ela também já dialogou sobre isso com o governador”, afirmou, sinalizando que as questões ainda estão em aberto e que há possibilidade de Lídice apoiá-lo. 
 
Ao ser questionado sobre a declaração de Lídice de que um apoio do prefeito João Henrique seria negativo, Pelegrino desconversou: “Não trabalho sobre hipóteses e sim sobre fatos”. Em seguida disse que não comentaria a opinião da senadora.  
 
O presidente estadual do partido, Jonas Paulo, disse não acreditar que haverá mais postulações dentro da base, embora destaque que essa é uma questão “legítima e um direito de todos”. “O processo está partindo para o afunilamento. Está claro em todas as pesquisas que há uma polarização e que o nome de Pelegrino é o que melhor pontua dentro da base”, afirmou. 
Ele deixou claro que tem sido perseguida a unidade dos partidos considerados como de esquerda. “A disputa central é com o DEM e essa eleição tem um caráter nacional”, frisou. Num recado ao PSB, o dirigente ressaltou ainda a contribuição de seu partido para a eleição da senadora. 
“O PT se orgulha dos quase dois milhões de votos que a nossa chapa de deputados deu para eleger a primeira senadora da Bahia e se a esquerda elegeu dois senadores deve-se a nossa unidade”, enfatizou.
 
A crença de que as articulações poderão favorecer uma forte aglutinação em prol de Pelegrino até as convenções também é destacada pela presidente do PT, vereadora Marta Rodrigues. “Estamos em processo de diálogo e construindo esforços no sentido de trazer principalmente o PSB e o PCdoB, aliados de grande trajetória.  É nisso que estamos apostando, pois precisamos manter essa base do governo Dilma. Até o final do mês com certeza essa situação será melhor delineada”, destacou.  
Em conversa com a Tribuna, a senadora Lídice disse estar em momento de avaliação da possível candidatura. “Nós podemos ser candidatos ou podemos trabalhar a hipótese de apoiar a candidatura de Nelson, a candidatura de Alice (Portugal, do PCdoB) ou a candidatura de alguém que esteja no nosso campo de alianças”, afirmou.

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